Técnicas de pátina em bronze

Escrito por donna kay | Traduzido por samantha g. silva
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Técnicas de pátina em bronze
As esculturas de bronze apresentam estágios avançados de pátina verdete (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

O bronze é uma liga metálica dourado-acastanhada composta principalmente de cobre, uma pequena quantidade de estanho e outros metais. Uma peça de bronze de alta qualidade contém de 90 a 95% de cobre. E, assim como no cobre, a patinação ocorre quando a camada exterior do bronze se oxida, alterando a coloração original do metal. O processo de oxidação e alteração da coloração pode ocorrer de diversas formas, resultando na pátina. Como o bronze é um dos metais mais utilizados pelos artistas para fazer esculturas, o processo de patinação é comumente detalhado e preciso, como efeito de uma pátina específica e intencional.

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Pátina natural

A pátina natural ocorre quando a oxidação da peça de bronze é causada por fatores ambientais. Esse processo depende inteiramente do ambiente ao redor do metal, seja ar, terra ou mar. Ele não é provocada por humanos com a utilização de produtos químicos. As condições climáticas e até mesmo a qualidade do ar adjacente ao bronze podem determinar a cor do efeito. A coloração da pátina natural difere se o bronze for exposto à terra ou água e pela extensão da exposição. Como as interações químicas não podem ser controladas durante o processo de patinação natural, a cor final da peça pode variar. As cores geralmente ficam limitadas a tons de azul, verde, preto e, algumas vezes, avermelhado.

Pátina por aquecimento

A pátina por aquecimento produz os resultados mais instantâneos, por isso é muito popular entre artistas para esculturas de bronze. A peça é aquecida com um maçarico ou outro método e, depois, produtos químicos são aplicados enquanto a superfície está quente e porosa, proporcionando uma reação química profunda. Combinações químicas específicas são borrifadas ou pinceladas sobre o bronze quente para alcançar a coloração desejada. Mesmo com essa técnica, a coloração da pátina pode variar levemente em uma mesma peça, já que algumas partes do bronze podem esfriar mais rapidamente do que outras, sendo necessário reaquecê-las. Inúmeras fórmulas químicas estão disponíveis para aquisição por artistas para resultados específicos. As opções incluem preto, diversos tons de marrom, verde e azul, vermelhos escuros, branco ou uma combinação entre eles.

Técnica fria

O processo de patinação por esfriamento é similar à técnica por aquecimento, mas os produtos químicos são aplicados em uma peça não aquecida. O efeito pode demorar horas ou dias para apresentar resultados e podem ser necessárias diversas aplicações para alcançar a coloração desejada. O processo é preferido por artistas pela intensidade das cores produzidas, que parecem atingir camadas mais profundas do bronze, próximo ao efeito causado pela pátina natural. O processo é mais demorado, mas não requer o uso de maçaricos ou quaisquer ferramentas especiais. Os produtos químicos são removidos da peça quando a coloração desejada é alcançada.

Soterramento do bronze

Uma antiga técnica de patinação consiste em enterrar o bronze em uma variedade de meios, como terra, areia, palha e serragem. A química utilizada para auxiliar o processo de pátina geralmente envolve produtos facilmente encontrados, como urina de mamíferos, leite azedo ou vinho envelhecido. Algumas dessas técnicas são utilizadas nos processos modernos de patinação do bronze, embora a peça seja geralmente embrulhada com plástico ou soterrada em serragem para envolver a peça depois da aplicação de uma solução química industrializada. Os agentes químicos, naturais ou industrializados, podem ser removidos do bronze a qualquer momento, assim que a pátina desejada for alcançada.

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