Teoria das cores em arquitetura

Escrito por georgann yara | Traduzido por ana carolina
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Como escolher tons que complementem o seu espaço -- e refiltam sua personalidade

Teoria das cores em arquitetura
A cor de um espaço pode ajudar a definir sua estrutura. (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

Quando gostamos das cores de um lugar, nos sentimos bem nele. Elas trazem um aspecto tranquilizante, regenerador.

— Barbara Kaplan, designer de interiores

Amaioria das casas -- sejam elas novas em folha, esperando um dono, ou antigas, tentando agradar um possível comprador -- possuem paredes geralmente brancas, numa tentativa de criar uma tela limpa e vazia. Mas cor também é importante na aparência e no conforto de sua casa e em todos os detalhes que a compõem. Embora a ideia de perambular pelo corredor de tintas de uma loja pareça desanimadora, casar cor com design não precisa ser uma tarefa complicada.

Começando

Apesar de as regras tradicionais sugerirem cores vibrantes para salas de jantar e tons pastéis ou frutais para banheiros, jogar essas regras pela janela é frequentemente a primeira coisa que Marin County, consultora de arquitetura em cor e design da Califórnia, faz quando está trabalhando para um novo cliente.

"Quando falamos de gostos, eu tento achar cores das quais a pessoa está inclinada a gostar, aquelas com que ela se sente bem," ela disse.

O'Sullivan sugere que, quando se começa o processo de selecionar cores, você segue as pistas do estilo arquitetônico da sua casa. Por exemplo, se sua casa tem estilo colonial, branco, marrom e cores neutras similares a essas são um bom começo. Para um estilo hispânico ou mediterrâneo, tons quentes de amarelo e laranja, assim como tons de azul marinho intenso, são apropriados.

Assim como pouca cor pode ser ruim, muita cor também pode -- especialmente em ambientes externos. Uma cor muito vibrante para o lado de fora da casa é um erro comum que não é reconhecido até que a última demão de tinta esteja secando, diz O'SullIvan. Para evitar isso, ela aconselha suavizar um pouco a cor originalmente escolhida. "As pessoas precisam 'acinzentar' o exterior," ela afirma. "Quando as pessoas veem a cor num pequeno pedaço de papel na loja, adoram. Quando a tinta está em grande escala do lado de fora, a reação é 'Meu Deus!'"

Definindo sua personalidade com cores

Enquanto um tom claro é melhor para o lado externo, sinta-se à vontade para ousar dentro de casa. Escolha uma cor que reflita a sua personalidade.

Barbara Kaplan, consultora de design de interiores contemporâneo de Scottsdale, Arizona, desenvolveu o "Método de Bajaro", que foca na autoexpressão de cada um e no que cada cor e design pode fazer de melhor para cada pessoa.

A maior parte dos clientes de Kaplan se apaixona por uma das quatro paletas de cores baseadas nas quatro estações. O Inverno abrange tons escuros e pesados como preto e cinza; a Primavera consiste de tons pastel; cores quentes e intensas compõem o Verão; e tons de terra fazem o Outono. Dentro dessa paletas existem tonalidades variadas que atraem as pessoas.

"A maioria não percebe que é afetada por cores o tempo todo," disse Kaplan. "Quando gostamos das cores de um lugar, nos sentimos bem nele. Traz um aspecto tranquilizante, regenerador."

Atenção particular para a finalidade de um espaço também tem um papel importante na escolha das cores, disse O'Sullivan. Por exemplo, selecione a cor de uma sala de jantar pensando em como ficará à luz do lustre, porque essa será a situação em que mais será utilizada. Uma das clientes de O'Sullivan escolheu ter cores intensas no seu quarto, para que recebesse uma carga de energia toda vez que acordasse.

Usar cores acentuadas pode ajudar a definir um lugar. Se você possui uma lareira que se destaca no ambiente, use uma cor intensa na parede dela, para que se sobressaia. Paredes com ângulos peculiares, como aquelas vistas em arquitetura moderna, também podem receber uma cor forte.

Controle o seu destino de cores

Muitos de nós ainda somos assombrados por memórias de criança de quando nossas mães nos vestiam com as cores que pensavam cair bem, que foram baseadas nas preferências delas, disse Kaplan.

"Somos influenciados pelo que as pessoas nos dizem, mas muitas vezes não é aquela a nossa melhor cor, " ela diz. "O maior erro é não escutar a si mesmo. Não deixe de lado sua vontade e sua preferência."

E, algumas vezes, o que as pessoas preferem é tudo menos normal. Kaplan recentemente trabalhou em uma casa em Paradise Valley, Arizona. A personalidade e os favoritismos dos proprietários jovens, elegantes e contemporâneos estão representados nas paredes do interior, pintadas de cobre, roxo, vermelho e prateado. As únicas paredes brancas estão do lado de fora. "Quando as pessoas entram, se chocam, mas não querem sair, pois se sentem muito bem naquele ambiente," diz Kaplan. "As cores refletem os donos, e eles se sentem confortáveis."

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