Teoria da cor na arte moderna

Escrito por contributing writer | Traduzido por maria renata c. m. siqueira
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Teoria da cor na arte moderna
A teoria das cores é usada por artistas há séculos (Traité de la peinture en mignature, 1708, The Hague, reproduced in The Creation of Color in Eighteenth-Century Europe)

A teoria das cores vem dando intuições aos artistas em suas artes por séculos. Durante o Renascimento e ao longo dos séculos 17 e 18, os fundamentos da teoria das cores ajudaram os artistas a habilmente retratarem o mundo observado. Entretanto, quando a era Moderna surgiu, os artistas começaram a usar a teoria das cores para divergir da realidade e experimentar a percepção visual.

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História

Embora o nosso conhecimento da cor vem se desenvolvendo desde os tempos antigos, foi o cientista Sir Isaac Newton quem estabeleceu a base para a teoria da cor moderna, quando ele desenvolveu a roda de cores em meados de 1660. Newton analisou que as variadas misturas de luz é que tornavam as cores visíveis aos olhos humanos. As três cores que não podiam ser feitas através da mistura - vermelho, amarelo e azul - tornaram-se conhecidas como cores primárias. Newton desenhou um diagrama circular, agora chamado de roda de cores, e mostrou como as cores primárias misturam-se para criar cores secundárias e como as cores secundárias misturam-se para criar cores terciárias.

Em 1810, o escritor Johann Wolfgang Von Goethe melhorou as teorias de Newton ao estudar os efeitos de percepção da cor. Ele dividiu as cores entre o "lado positivo" e "lado negativo". As cores "positivas", como o vermelho e laranja, geravam sentimentos de calor, enquanto as cores "negativas", como azul e verde, geravam sentimentos de frieza.

Primeiras aplicações

Os artistas rapidamente adotaram a roda de cores de Newton como um guia para a produção da sua própria arte. Pintores proeminentes do século 18 como Giovanni Battista Tiepolo e Antoine Watteau, que principalmente retratavam épicas cenas históricas ou retratos reais, usavam a teoria das cores para produzir a pele, os tecidos e a natureza da forma mais convincente possível. No século 19, quando surgiu o Romantismo, os artistas tornaram-se mais interessados no impacto emocional da cor. Quando o Modernismo chegou na virada do século 20, a teoria da cor na arte se tornou menos uma ferramenta de precisão e mais uma ferramenta para a inovação.

Avanços

Quando artistas como Wassily Kandinsky e Paul Klee começaram a usar as cores para representar sentimentos e movimentos ao invés da realidade, uma nova abordagem à teoria da cor surgiu. O teórico suíço Johann Itten abordou o "contraste sucessivo", um fenômeno no qual o nosso cérebro cria imagens persistentes da cor complementar da que nós observamos. Por exemplo, quando alguém olha a cor vermelha a imagem persistente seria verde.

Mostrando que as pessoas instintivamente respondem à harmonia das cores e discordam, Itten sugeriu que a cor pode criar uma experiência de dinâmica de percepção mesmo que não esteja representando nada.

Teoria da cor na arte moderna
A cor pode criar uma experiência de percepção mesmo que não represente nada

Aplicação moderna

Os artistas modernos ficaram conhecidos por usar as cores como sujeitos de suas pinturas. Kandinsky pintou estampas coloridas e circulares enquanto Josef Albers pintou quadrados de cores um dentro do outro para mostrar como percebemos a luz e a sombra. Quando o campo de pintura das cores tornou-se popular, artistas como Barnett Newman e Mark Rothko preencheriam diversos exames com cores únicas.

Significância

A abordagem moderna à teoria da cor enfatizou a complexidade da percepção da luz. O trabalho dos artistas modernos sugeriu que a cor podia afetar tanto o humor como o comportamento. Isso foi a base dos artistas pós-modernos e contemporâneos que continuaram a explorar, usando neon, telas de LED, filmes e outros meios midiáticos para experimentar mais a fundo a percepção.

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