A teoria da preferência pela liquidez de Keynes

Escrito por jim priebe, c.f.a. Google | Traduzido por josé geraldo rabello petite
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A teoria da preferência pela liquidez de Keynes
Keynes descreveu três razões pela qual os indivíduos têm preferência pela liquidez (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

John Maynard Keynes (1883-1946) foi um economista britânico que teorizou ideias ainda muito influentes nos setores acadêmicos e na política econômica dos governos. A "Preferência pela liquidez" é uma teoria sobre a razão pela qual os indivíduos guardam dinheiro em papel. A teoria afirma que as pessoas preferem a liquidez a outros investimentos por três razões específicas. Foi publicada pela primeira vez no livro "A teoria geral do emprego, do juro e da moeda" de 1936.

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O motivo Transação

Keynes nomeou o primeiro dos três motivos como "motivo transação". Segundo ele, os indivíduos preferem ter o dinheiro na forma de papel moeda disponível para que possam fazer suas transações mais facilmente. A alternativa de aplicar o dinheiro em algum título e precisar vendê-lo para comprar algo é incômoda. Esse motivo está relacionado à renda. Keynes notou que, quanto mais as pessoas ganham, mais compram; quanto mais compram, mais dinheiro precisam ter em mãos.

O motivo Precaução

O "motivo precaução" também está relacionado à renda. As pessoas têm preferência pela liquidez para fazer frente a imprevistos, como desemprego, um acidente ou doença. Aqueles que ganham mais fazem uma reserva maior para enfrentar situações desse tipo. O motivo precaução prevê que, quanto mais se ganha, mais dinheiro se guarda como uma medida de contingência.

O motivo Especulação

Keynes argumentou que, quando as taxas de juros estão baixas, a demanda por dinheiro é maior. Denominou esse motivo "especulação" porque, quando as taxas de juros sobem, as pessoas tendem a guardar menos dinheiro na forma de papel moeda, aplicando mais em títulos. Em outras palavras, quanto mais alta a taxa de juros, menor é a demanda especulativa por dinheiro. Os indivíduos preferem receber uma taxa mais alta de juros do que manter o dinheiro em mãos e não ganhar nada.

Considerações

Quando publicada pela primeira vez, a teoria de Keynes mudou a forma com que muitos economistas entendiam o dinheiro e a política monetária. Naquela época, assim como atualmente, o Banco Central definia a política monetária controlando a quantidade de dinheiro em circulação e influenciando a taxa de juros. A ideologia dominante era a teoria quantitativa da moeda, desenvolvida pelos economistas americanos Irving Fisher e Simon Newcomb. Enxergava-se a política monetária como uma forma de estabilizar e impulsionar a renda nacional. Keynes argumentou que a política monetária não era a melhor forma de estabilizar a economia nem de combater o desemprego. Preferencialmente, os governos devem gastar quando há desemprego, de forma a estimular a renda nacional.

O debate continua

Milton Friedman, um economista americano, reapresentou o argumento da teoria quantitativa da moeda. O movimento é atualmente conhecido como monetarismo e vai contra a teoria econômica keynesiana. Os monetaristas acreditam que um menor gasto do governo e uma boa política monetária são a melhor forma de estabilizar o emprego e a renda nacional. A teoria keynesiana mudou significativamente desde sua primeira publicação. Entretanto, ainda possui foco no gasto do governo, comumente chamado de "política fiscal", como principal meio para estabilizar o emprego e a renda nacional.

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