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Teorias sobre mudanças climáticas a longo prazo

Atualizado em 17 abril, 2017

A maioria dos cientistas aceita que a mudança climática está ocorrendo em uma escala planetária. As razões precisas para justificar tais fenômenos estão, contudo, sujeitas a debate dentro da comunidade científica, de modo que alguns sustentam o entendimento de que se trata de um fenômeno que ocorre em decorrência da intervenção humana, ao passo que outros acreditam que resulta dos ciclos de aquecimento e resfriamento da Terra. Enquanto isso, uma variedade de teorias emerge para explicar as alterações no clima que podem ser observadas por toda parte no planeta.

Existem inúmeras teorias para justificar as mudanças climáticas (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Um fenômeno decorrente da intervenção humana

Dentre as teorias, é amplamente aceita a de que a queima de combustível fóssil por mais de um século resultou na produção de gases — incluindo o dióxido de carbono, o vapor de água, óxidos nitrosos e o metano — que aprisionados na atmosfera desencadearam o efeito estufa. Como resultado, a temperatura elevou-se em todas as partes do planeta. A queima de combustíveis fósseis aumentou significativamente desde o advento da Revolução Industrial, e o volume de dióxido de carbono na atmosfera teve um aumento de mais de 25% desde 1860.

O Sol

Outra teoria para a mudança climática envolve o Sol, cuja área magnética e os ventos solares, em consonância, servem para modular a quantidade de radiação cósmica de alta energia que é enviada à Terra. De acordo com o físico dinamarquês Henrik Svensmark, que cunhou essa teoria, variações na atividade magnética do Sol bem como a intensidade dos ventos solares afetarão a quantidade de raios cósmicos que aquecem a Terra, o que em contrapartida interferirá na taxa de formação de nuvens de baixo nível. Em matéria publicada no ano de 2007, no jornal britânico "The Telegraph", Svensmark escreveu sua teoria de que o planeta está experimentando um período de baixa cobertura de nuvens, em que uma quantidade menor de raios cósmicos entra na atmosfera terrestre. A intensa atividade solar, conforme observado pelo cientista, causou um decréscimo na cobertura das nuvens, que resulta no aumento das temperaturas, contribuindo para o aquecimento global.

Teoria astronômica

A teoria astronômica, também conhecida como teoria de Milankovich, postula que pequenas variações na inclinação da Terra ao longo de dezenas de milhares de anos são responsáveis por aquecimentos prévios seguidos de períodos de resfriamento. Segundo essa teoria, desenvolvida pelo astrônomo sérvio Milutin Milankovich, as inclinações do planeta, à medida que executa movimentos de rotação, pode resultar na severidade das estações, ou seja, em invernos mais frios e verões mais quentes. Sob essa óptica, a mudança climática é vista como um subproduto natural na inclinação do eixo da terra, parte de um processo que se desenvolve em longo prazo e leva milhares de anos.

Outras teorias

Têm sido apresentadas incontáveis teorias para tentar explicar as mudanças climáticas, conforme foi detalhado no livro "Sete teorias das mudanças climáticas", escrito por Joseph L. Bast. Entre elas pode ser mencionada a doutrina do biotermostato, segundo o qual nosso planeta é um "termostato" natural, que automaticamente desencadeia respostas biológicas e químicas quando os níveis de dióxido de carbono se elevam; outra teoria postula que o impacto causado pela humanidade no que concerne às alterações no clima não está relacionado à emissão dos gases desencadeadores do efeito estufa, e sim a ações que contrariam a natureza como, por exemplo, o desmatamento de florestas, a irrigação de desertos e outras ações características da construção de cidades. Por fim, uma outra teoria diz que a desaceleração das correntes oceânicas ao longo dos últimos 150 anos tem levado a mudanças de temperatura global.

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