Os tipos de atividades humanas que destroem os ecossistemas

Escrito por yasmin zinni | Traduzido por ricardo soares
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Os tipos de atividades humanas que destroem os ecossistemas
As atividades humanas, como a indústria, são as principais causas da destruição do ecossistema (air pollution image by loooki from Fotolia.com)

Os ecossistemas são comunidades de animais, plantas e outros seres vivos que interagem uns com os outros e com o seu ambiente físico. A ação humana já transformou mais de um terço da superfície terrestre do planeta. Ela também é responsável pela degradação dos ecossistemas aquáticos. Hoje, as atividades humanas como a agricultura, mineração, indústria e pesca são as principais causas da destruição do ecossistema, especialmente quando realizadas de forma exploradora e irresponsável.

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Mineração

As operações de mineração em grande escala podem resultar em um desmatamento significativo através do desflorestamento de florestas e da construção de estradas. Segundo o site da National Geographic, as florestas ainda cobrem cerca de 30 por cento da área terrestre do mundo, mas uma área do tamanho do Panamá é desmatada todo ano. Além do desmatamento, a mineração também destrói os ecossistemas aquáticos usando metais pesados ​​e outras substâncias tóxicas na extração de minérios metálicos, tais como ouro, prata, cobre e ferro. Essas substâncias contaminam fontes de água e prejudicam os peixes, interrompendo a cadeia alimentar e contribuindo para a extinção de espécies já ameaçadas de extinção. As operações de mineração também emitem gases tóxicos na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global.

Agricultura

Os seres humanos usam mais da metade do escoamento de água doce que eles podem acessar e mais da metade desta água é utilizada na agricultura. Para atender às exigências cada vez maiores de água doce, os seres humanos alteraram os sistemas dos rios, destruindo os ecossistemas terrestres e aquáticos. Além disso, os pesticidas e fertilizantes usados na agricultura moderna podem acumular-se e prejudicar o solo, fontes de água, plantas e animais. Os pesticidas também podem matar pássaros e insetos polinizadores, como as abelhas, que se alimentam da safra. A agricultura intensiva leva à erosão do solo e limita a biodiversidade prejudicando ou eliminando as plantas e animais nativos.

Indústria

Desde o século 18 e com a chegada da Revolução Industrial, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumentou quase 30 por cento. As indústrias também são responsáveis ​​pela produção de outros gases tóxicos, tais como enxofre e dióxido de nitrogênio, que, juntamente com o dióxido de carbono, contribuem para o aquecimento global. O aumento da temperatura e o derretimento das camadas de gelo tem perturbado, especialmente, os ecossistemas do Ártico. As indústrias também podem afetar os ecossistemas aquáticos. Produtos químicos em excesso vindos de águas residuais de industrias podem causar a proliferação de algas, o que cria toxinas que são prejudiciais aos peixes, crustáceos e moluscos. O uso e a transformação de materiais não renováveis​​, como o petróleo, faz com que os impactos negativos da indústria petroquímica nos ecossistemas sejam ainda maiores. O derramamento de petróleo e outros acidentes podem causar danos extremos e às vezes irreversíveis aos ecossistemas circundantes.

Pescaria

Além do impacto negativo sobre algumas populações de peixes, os métodos de pesca destrutiva, como o arrasto de fundo, pesca com explosivos e envenenamento, também podem prejudicar algas e outras partes do ecossistema marinho. No arrasto de fundo, as grandes redes são arrastadas ao longo do leito do mar, apanhando peixes e camarões, mas também captura e danifica outras formas de vida marinha. Embora praticado em escala menor, a utilização de explosivos e substâncias tóxicas, tais como o cianeto, também são práticas de pesca destrutiva. As práticas de pesca insustentáveis têm contribuído para a destruição de mais de 65 por cento das comunidades de algas marinhas em todo o mundo. Quase todos os recifes de coral de água fria encontrados no nordeste do Oceano Atlântico mostram cicatrizes do arrasto de fundo.

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