Dois tipos de julgamento

Escrito por mark quick | Traduzido por tiago nunes soares
Dois tipos de julgamento
Julgar geralmente evoca imagens de condenação e um ar de superioridade (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

A palavra "julgamento" geralmente evoca imagens de aspereza ou de tratar os outros como se você fosse melhor do que eles. Compreender o julgamento é importante para o cristão. Há o julgamento visto como condenação dos outros. Jesus nos alertou em Mateus 7:1-5 a não nos envolver nesse tipo de comportamento. No mesmo capítulo, no entanto, ele afirma nos versículos 15 a 20 que é preciso "cuidado com os falsos mestres." É importante discernir a diferença.

Condenação

Jesus advertiu seus discípulos para que não "julgassem" os outros. Ele afirmou isso durante o Sermão da Montanha, e a seção específica em questão está registrada em Mateus 7:1-5. Ele advertiu, "com a medida que usarem para medir os demais, vocês também serão medidos". Fica claro a partir do contexto, no entanto, que Jesus tinha em mente a prática de condenar os outros. Ele usou a analogia de perceber um "cisco no olho do seu irmão" enquanto não vê "a trave no seu próprio olho". Nunca devemos assumir a postura de um guarda de trânsito para Deus. É certo alertar e incentivar outras pessoas para que sigam em direção à justiça, mas Jesus disse que é errado adotarmos um espírito de julgamento de superioridade.

Discernimento

Não devemos julgar os outros no sentido de condená-los assumindo uma atitude de superioridade, mas somos chamados a fazer juízos de valor. Jesus disse, em Mateus 7:15: "Cuidado com os falsos profetas". Ele acrescentou: "Pelos seus frutos os conhecereis". Os cristãos deveriam julgar usando o bom senso, distinguindo o que é bom do que é mau.

Julgamento divino

Aprendemos com o Apóstolo Paulo, em Romanos 0:19, "Não se vinguem meus amigos, mas dai lugar à ira de Deus, pois está escrito: 'Minha é a vingança... diz o Senhor'". O cristão é chamado a submeter-se ao santo julgamento de Deus. O julgamento humano pode ser falho e é por isso que os cristãos são desafiados por Jesus, em Mateus, capítulo sete, a não adotar uma atitude arrogante com relação aos outros, que leva à condenação.

Julgamento civil

Deixar o julgamento para Deus não significa que os criminosos e outros malfeitores estarão impunes. Logo após admoestar os romanos a darem lugar à ira de Deus, Paulo aponta em Romanos 13:1-5 que Deus ordenou que "autoridades governamentais" mantivessem a ordem civil e social. Ele escreve: "ele não traz a espada para nada. Ele é um servo de Deus, um agente da justiça para punir quem pratica o mal". É responsabilidade do cristão submeter ao agente de Deus, a autoridade do governo, o julgamento em matéria de direito penal e civil.

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