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Tipos de roupas usadas durante o período do Renascimento

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

O período do Renascimento começou na cidade de Florença, Itália, no final da Idade Média, antes de se espalhar pela Europa e se estender do século XIV ao XVII. A palavra "renascimento" indica, além de seu significado literal, uma reconstrução, já que essa era reviveu as conquistas culturais e introduziu a volta do humanismo. As roupas durante o Renascimento eram ricas em textura e cor, sendo a moda feminina particularmente muito similar à da era Medieval.

A moda do período do Renascimento era muito similar à da Idade Média (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

Materiais

A moda do Renascimento era opulenta e espalhafatosa. Quando mais rica a pessoa, mais caros os tecidos de suas roupas. A seda e o pelo de animais eram abundantemente utilizados, assim como o brocado, o veludo e o algodão que, naquela época, era muito caro devido às altas taxas de importação. A cidade de Lucca, na Itália, foi a primeira a importar grandes quantidades de seda crua, não trabalhada. Por volta de 1480 a 1510, os veludos com estampa e brocado tornaram-se mais populares que os tecidos lisos. De 1550 a 1600, as sedas e veludos escuros eram os favoritos.

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Moda feminina

No início do século XVI, as roupas tipicamente usadas por uma fidalga Renascentista seriam uma camisola de linho por baixo de um vestido simples chamado "kirtle", que consistia em um corpete apertado e uma saia longa e cheia. Por cima, era utilizado um vestido com uma abertura na parte da frente da saia para mostrar o "kirtle" abaixo dele. As mangas eram muito largas e frequentemente enfeitadas com pelo de animais. Na metade do século XVI, a moda espanhola se tornou popular, e as mulheres usavam saias-balão: uma "gaiola" de arame, queratina de baleia e pano vestida por baixo das roupas. As mangas tornaram-se apertadas no antebraço e estufadas no braço. Ao final do mesmo século, aumentou a fama das golas rufo, muito utilizadas pela rainha Elizabeth I.

Perceba a abertura no vestido, permitindo a aparição do "kirtle" decorativo por baixo (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Moda masculina

As roupas masculinas no começo do Renascimento tinham uma aparência quadrada, pois ombros dos paletós eram largos e preenchidos com enchimento. Mais tarde, se tornou mais popular um visual "cilíndrico": os alfaiates usavam pelo de cavalo como enchimento na parte central dos paletós, visando atingir uma aparência circular. Por baixo do colete, os homens usavam o "jerkin", uma espécie de colete, sobre uma camisa. Os botões eram almofadados e, para cobrir as pernas, usavam-se "breeches", uma espécie de calça, e meias compridas. Os sapatos masculinos tinham a ponta quadrada.

Vestes para a cabeça

As pessoas poderiam ser multadas se sua cabeça não estivesse coberta em público, portanto as vestes para essa parte do corpo também eram muito importantes no período do Renascimento. Durante o começo do século XVI, homens usavam capuzes dobrados para revelar uma espécie de boina, que ficava por baixo, firmemente presa à cabeça. Os "gable hoods" foram populares por volta de 1540, e era um tipo de capuz que criava uma "tenda" sobre a cabeça de quem o usava. Depois de 1540, entraram na moda os "french hoods", mais comumente feitos de veludo preto. Esse tipo de capuz ficava bem para trás da cabeça, permitindo que os cabelos fossem vistos. Capuzes de linho se tornaram populares próximo ao final do Renascimento, quando tanto os homens quanto as mulheres usavam um chapéu similar ao utilizado para caça.

Essa pintura de Ana Bolena mostra o "french hood" (Photos.com/Photos.com/Getty Images)
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Referências

Recursos

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