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Por que alguns tomates florescem mas não produzem frutos?

Atualizado em 19 julho, 2017

Embora não seja particularmente difícil cultivar tomates, essa atividade pode se mostrar frustrante quando as suas plantas parecem estar saudáveis, florescem regularmente, mas não produzem tomates. A anatomia das flores do tomate determina o que precisa acontecer para uma polinização bem sucedida, que resultará em uma planta produtora de frutos.

Cesta com tomates colhidos (StockRocket/iStock/Getty Images)

A anatomia da flor do tomateiro

A flor do tomate é formada por diversas partes. A mais externa, de cor verde, é formada pelas "sépalas". Juntas, todas as sépalas de uma flor são chamadas de "cálice". O cálice atua como uma barreira protetora contra os insetos, à medida que amadurece.

Logo no interior do cálice estão as pétalas amarelas e brilhantes, que em grupo são chamadas de "corola". O único propósito da corola é atrair abelhas e outros insetos para agirem como polinizadores.

Dentro da corola, o gênero de cada flor se torna aparente. Em algumas, há os "estames", ou os órgãos reprodutores masculinos, cada um consistindo de duas câmaras anexas e alongadas. No total, há seis estames em cada flor de tomate macho. Eles são fundidos em formato cilíndrico com cor amarela.

Os órgãos das flores fêmeas são chamados de "carpelo" e são parecidos com bulbos de cor verde, onde estão contidos os óvulos que eventualmente virarão sementes. O carpelo é a estrutura na qual a fertilização ocorre e cuja quantidade varia de flor para flor. Eles se correspondem diretamente com os bolsos de sementes, encontrados dentro da fruta madura.

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Flores de tomate (Vladyslav Siaber/iStock/Getty Images)

Polinização

Os tomateiros são conhecidos por serem "autofecundadores", o que significa que não precisam do pólen de outras plantas para procriar. Contudo, há certa discussão sobre se essas plantas também deveriam ser consideradas "autopolinizadoras". O objetivo por trás desse debate é que o termo "autopolinização" parece implicar que nenhuma fonte externa seria necessária para que o ato da polinização ocorresse. Esse simplesmente não é o caso. A polinização ainda precisa ser facilitada por algum meio. Se as suas plantas não estiverem produzindo frutos, é bastante provável que a polinização não esteja ocorrendo. Há várias maneiras de ajudar a polinizar as plantas, as quais variam em eficácia, dependendo das condições.

Tomates em uma vinha (fotokostic/iStock/Getty Images)

Polinização feita pelas abelhas

As abelhas e alguns outros insetos providenciam um serviço inestimável para os jardineiros ao agirem como agentes de polinização. Quando pousam nas flores, as abelhas ficam polvilhadas de pólen, o qual elas transportam para outra flor, completando o ciclo de polinização. Outra habilidade surpreendente das abelhas é a chamada "sonicação". Esse é um processo no qual o rápido bater de asas das abelhas faz com que as partículas de pólen vibrem e entrem em movimento; desse modo, elas são levadas para outras flores em uma lufada ou caem nas abelhas, para serem transportadas.

Abelha em uma flor (Janis Litavnieks/iStock/Getty Images)

Polinização pelo ar

A polinização também pode ocorrer quando as partículas de pólen são transportadas pelo ar e flutuam até uma flor que precisa ser fertilizada. O vento pode ajudar nesse tipo de polinização; porém, de vez em quando, ele sozinho não é o suficiente para desalojar e carregar o pólen para outra flor. Nesses casos, um jardineiro diligente pode promover o processo ao balançar as plantas. Embora pareça ser contraditório sacudir as plantas que foram cultivadas com tanto cuidado, é uma prática muito comum agitar a base do tomateiro com cuidado, mas vigorosamente, para movimentar o pólen.

Dente-de-leão ao vento (Sergey Galushko/iStock/Getty Images)

Seja a abelha

Se os métodos mais simples falharem, você poderá adotar um papel mais ativo na polinização, em uma tentativa de simular as ações de uma abelha. Peque um cotonete ou um pincel artístico macio e colete o pólen das flores machos, indicadas pelo núcleo amarelo e cilíndrico, e distribua-o entre as flores fêmeas, caracterizadas pela aparência verde e bulbosa. Desse modo, o jardineiro pode escolher com quais variedades de plantas fazer a polinização cruzada.

Cotonetes em um pote de vidro (Fuse/Fuse/Getty Images)

Os frutos do seu trabalho

Se tudo correr bem, ao invés das flores dos seus tomateiros murcharem, você verá pequenos tomates verdes começarem a se formar nas plantas. Não há prêmio melhor para um cultivador de tomates, que batalhou com vinhas infrutíferas, do que ver seus esforços recompensados e ter o conhecimento de que, em algumas semanas, poderá apreciar os frutos do seu trabalho.

Pequeno tomate verde em uma vinha (bdspn/iStock/Getty Images)
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Referências

Recursos

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