A tradição africana de pintura facial

Escrito por contributing writer | Traduzido por marla maisonnett
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A tradição africana de pintura facial
Tribos africanas (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Pinturas faciais com diferentes padrões e símbolos têm sido parte da tradição de muitas culturas, incluindo nações africanas. A pintura facial, que geralmente é complementada com pintura corporal, é feita de acordo com os rituais tribais e atividades culturais de tribos africanas específicas. Esta tradição também tem diferentes propósitos e significados para cada tribo, como a caça, eventos específicos, rituais e status tribais.

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Efik

Pintura facial e corporal carregam um monte de simbolismo na tribo Efik. Este grupo étnico, que reside principalmente no sudeste da Nigéria, utiliza a pintura facial para demonstrar amor e pureza. Durante os tempos antigos da tribo, a pintura de rostos era uma forma de expressar a própria identidade da tribo. A pintura facial também incluía os padrões para a identificação de famílias e clãs. Em alguns casos, a pintura facial também simboliza a felicidade de dar à luz uma criança. Para as mulheres solteiras, um rosto pintado é o equivalente a um rito de iniciação para entrar formalmente na sociedade das mulheres. Para as famílias, rostos pintados também indicam a sua felicidade por alguma boa notícia que receberam. As dançarinas nativas, chamadas Abang, usam pintura de rosto como forma de expressar a sua beleza, amor e completa feminilidade.

Xhosa

A tribo Xhosa obtém a tinta que usam em seu rosto a partir de uma área chamada Hogsback. Eles chamam este lugar Qabimbola, o que significa barro vermelho no rosto. São vários os propósitos para essas tribos pintarem seus rostos. Alguns o usam como proteção contra a luz solar. As mulheres colocam tinta branca em seus rostos como um sinal de beleza. Durante o rito de iniciação da masculinidade, chamado de Abakwetha, os jovens têm as suas caras pintadas primeiro com lama branca. Após a cerimônia de circuncisão, os seus rostos serão cobertos com lama mostrando sua preparação para as responsabilidades adultas.

Pondo

A tribo Pondo na Pondolândia da região da África do Sul celebra a tradição chamada "umgidi". Ela se refere à iniciação de um jovem para se tornar adivinho ou sacerdote da tribo. O último dia da iniciação é marcado pela aparição da mulher nua da cintura para cima em seu lar, com o rosto e o tronco pintado com barro branco decorado com folhas idwabe. O padrão de pintura feito em seu tronco e rosto simbolizam a ligação com seus antepassados, os quais, acredita-se ser a razão para sua doença e recuperação. As mulheres dançam para expressar gratidão a seus antepassados por terem restaurado sua saúde.

Karo

As tribos Karo, localizadas no sul do Vale do Omo, na Etiópia, são conhecidas por serem mestres da tradicional pintura facial e corporal. Eles pintam seus rostos e corpos como uma parte valiosa de suas danças em banquetes e cerimônias, como as de namoro. Elas usam pó de giz branco, carvão vegetal, terra amarela, ocra e vermelha para impressionar, criando padrões de pintura que imitam a pluma das aves guiné. Estes padrões são geralmente traçados usando apenas suas mãos e dedos.

Woodabe

A tribo Woodabe, também chamada de tribo Bororo, é um grupo de pastores nômades encontrado no Níger oriental. Ela celebra o festival Gerewol, uma ocasião especial que dá aos homens a oportunidade de conhecer e atrair mulheres em sua tribo. Durante a celebração, acontecem competições em forma de concurso de beleza onde as mulheres serão as julgadoras e os homens os candidatos. Durante suas cerimônias anuais de dança, os homens Woodabe pintam seus rostos de amarelo ou vermelho e seus lábios de preto para aumentar sua beleza e encanto.

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