Transtorno do desejo sexual hiperativo

Escrito por neal litherland | Traduzido por fabiana silva
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Apesar de uma enorme variedade de distúrbios emocionais e mentais terem sido diagnosticados e catalogados na quarta edição do DSM (do inglês, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o manual de psiquiatras e psicólogos, poucas áreas têm tanta atenção como a dos transtornos psicossexuais. E dentre eles, que é o mais frequentemente rotulado de forma errada e mal compreendido pela população em geral, está o transtorno do Desejo Sexual Hiperativo (DSH).

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Origem

O transtorno do desejo sexual hiperativo foi primeiramente conhecido como ninfomania nas mulheres e satiríase nos homens. Ambos os termos designavam as encarnações de luxúria, ninfas e sátiros da mitologia grega. Embora esse distúrbio, de uma forma ou de outra, tenha sido uma preocupação da psicologia como uma ciência, quase desde sua encarnação, a condição de "cura" é quase tão difícil como o diagnóstico, devido à natureza bastante subjetiva dos sintomas.

"Sintomas"

Os chamados sintomas do DSH são o que implicaria o nome da doença. A pessoa que tem esse transtorno experimenta um desejo hiperativo, ou excessivo, de gratificação sexual que, muitas vezes, o leva a tentar cumprir suas necessidades sem a preocupação necessária com seus parceiros e, às vezes, sem se preocupar com seu próprio bem estar.

Problemas de diagnóstico

Um dos maiores problemas em diagnosticar esse transtorno está em tentar definir o que, precisamente, constitui um desejo e comportamento sexual excessivo. Alguns psicólogos o definem tentando colocar um número na quantidade "normal" de orgasmos que uma pessoa deve ter em uma semana, ou o número de vezes que a pessoa deve ter relações sexuais em um certo tempo para ser considerada normal ou saudável. No entanto, como tem sido observado, um dos problemas em descobrir desejos ou comportamentos sexuais excessivos é que eles variam de uma cultura e grupo etário para outro. Os recém-casados sofrem de desejo ou comportamento sexual "excessivo"? É uma pergunta difícil de responder, principalmente se vem de uma cultura onde o sexo e desejo sexual são proibidos ou mais ou menos ilimitados.

Um fator certo

A única maneira real de diagnosticar efetivamente o transtorno do desejo sexual hiperativo é quando os desejos e realizações, de alguma forma, prejudicam a vida cotidiana do indivíduo. Se a necessidade da satisfação sexual faz com que uma pessoa perca ou assuma riscos no trabalho, então pode-se considerar que sua conduta interfere em sua vida. Em uma nota similar, se o desejo de uma pessoa faz com que ela seja insensível com os sentimentos dos outros, devido à sua necessidade de gratificação, isso também é considerado um fator que dificulta a vida da pessoa, embora de forma menos óbvia.

Concepções errôneas

Muitas vezes, quando indivíduos leigos e até mesmo alguns psicólogos falam sobre o transtorno do desejo sexual hiperativo, certas ideias vêm à mente. Esse distúrbio é, muitas vezes, considerado a razão pela qual as pessoas assumem um comportamento sexual anormal (por serem a minoria, como escravidão e sadomasoquismo, encenações ou bissexualidade) para tentar satisfazer os seus desejos. No entanto, a pesquisa mostrou que, a menos que uma pessoa já esteja disposta para esse tipo de comportamento, o transtorno do desejo sexual hiperativo normalmente significa que a pessoa está cumprindo seus desejos através de meios convencionais (como o sexo tradicional, com um único parceiro, ou através da masturbação), mas o faz com grande regularidade.

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