Transtorno de pseudoconvulsão

Escrito por michelle kerns | Traduzido por lucas silva
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Transtorno de pseudoconvulsão
Pseudoconvulsões e epilepsia (Microsoft Office Online)

O transtorno de pseudoconvulsão — também conhecido como convulsões não epilépticas psicogênicas, ou PNES, na sigla em inglês — é um transtorno neurológico na qual um individuo experimenta um tipo de convulsão epiléptica conhecida como pseudoconvulsão. As pseudoconvulsões diferem das convulsões típicas em vários sentidos, embora diferenciar as duas seja difícil e frequentemente indivíduos com epilepsia possam sofrer de uma combinação de ambas.

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Definição

O transtorno de pseudoconvulsões é um tipo de transtorno conversivo, que é uma condição na qual uma pessoa demonstra sintomas neurológicos ao mesmo tempo em que exibe sinais de estresse e histeria. Esse transtorno em particular é caracterizado por períodos de atividade similar a convulsões durante as quais a vítima ainda está cognitivamente consciente do que acontece à sua volta. O transtorno de pseudoconvulsões é fortemente ligado a indivíduos com problemas psiquiátricos, como múltipla personalidade e amnesia dissociativa. A atividade pseuconvulsória não é tipicamente reduzida com a administração de drogas antiepilépticas.

Diferenças

Existem várias características diferentes entre pseudoconvulsão e convulsão epiléptica. Indivíduos sofrendo de pseudoconvulsões usualmente fecham seus olhos e resistem a tentativas de abri-los. A intensidade destas normalmente se mantém constante do começo até o final do episódio, com cada episódio durando, em média, dois minutos. O transtorno de pseudoconvulsão é muito mais comum em mulheres, principalmente nas mais jovens com um histórico de problemas mentais. Por outro lado, indivíduos sofrendo convulsões epilépticas geralmente mantêm seus olhos abertos e sentem pontadas agudas e a intensidade do episódio diminui, além de raramente durar tanto quando uma pseudoconvulsão. Uma pessoa sofrendo de convulsão epiléptica terá um elevado nível de prolactina sanguínea depois da convulsão. Já uma pessoa sofrendo de pseudoconvulsão, não.

Causa

Imagina-se que o transtorno de pseudoconvulsão seja uma reação física involuntária e inconsciente ao estresse fisiológico extremo. Isso é comprovado por pesquisa que indica que ele é mais comum em indivíduos sofrendo de transtornos dissociativas e outros problemas mentais rompentes, principalmente mulheres jovens que sofreram abuso ou traumas na infância.

Diagnóstico

A melhor forma de se diagnosticar o transtorno de pseudoconvulsão é com o uso de eletro cefalograma em vídeo, monitorando um episódio de convulsão. Nesse método, tanto o episódio quanto o eletro cefalograma, que monitora e grava atividade elétrica cerebral, são gravados simultaneamente. O eletro cefalograma é particularmente útil: como as pseudoconvulsões têm origem psicológicas e não são resultados de "tempestades" elétricas cerebrais, o eletro cefalograma de uma pessoa sofrendo uma pseudoconvulsão parecerá muito diferente de uma pessoa sofrendo de convulsão epiléptica.

Tratamento

A incidência e frequência das pseudoconvulsões não diminuem com o uso de drogas anti-epilépticas. Entretanto, uma vez que indivíduos com epilepsia sofrem tanto convulsões reais quanto pseudoconvulsões, a condição por si só pode ser difícil de isolar e tratar. Quanto a pseudoconvulsão é diagnosticada, a psicoterapia, frequentemente em conjunto com medicação, como antidepressivos, é o mais tratamento mais comum.

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