Tratamento do linfoma de células do manto

Escrito por brad mchargue | Traduzido por joão melo
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Tratamento do  linfoma de células do manto
Tratamento do linfoma de células do manto (Thinkstock Images/Comstock/Getty Images)

O linfoma de células do manto é uma forma rara de câncer que representa cerca de 4% dos linfomas não-Hodgkin. Ele ocorre tipicamente em homens com mais de 50 anos de idade, é agressivo e pode apresentar-se em quatro estágios diferentes, a maioria dos casos sendo primeiramente diagnosticada na fase três ou quatro. Os tratamentos são inúmeros e incluem a quimioterapia, a radioterapia e a terapia com células-tronco, dentre outras.

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Estágios do linfoma

Cada uma das quatro fases de linfoma de células do manto depende da localização, do número de gânglios infectados e de outros órgãos que tenham sido infectados.

O linfoma de células do manto é considerado de primeira fase quando apenas um grupo de linfonodos em uma área específica é afetado. A doença é considerada em fase dois quando dois ou mais grupos de gânglios linfáticos são acometidos, mas estão inteiramente acima ou abaixo do diafragma, enquanto que a terceira fase é quando há nódulos afetados tanto acima como abaixo do diafragma. Finalmente, o estágio quatro ocorre quando o linfoma espalhou-se para outros órgãos linfáticos.

Quimioterapia e imunoterapia

O método mais popular de tratamento para linfoma de células do manto é a quimioterapia. A forma utilizada depende do estágio em que o linfoma está, bem como da saúde do paciente no momento e de sua idade. Dada a agressividade e a raridade da doença, o nível de quimioterapia necessário é muito mais forte do que o normal. Mesmo com ela, a taxa média de sobrevivência é de dois e meio a quatro anos.

De acordo com o LymphomaInfo.net, os tratamentos de imunoterapia, destinados a fortalecer o sistema imunológico, podem ser o melhor método para o linfoma de células do manto. Uma forma eficaz de imunoterapia é uma combinação de Rituximabe (anticorpo monoclonal) com o regimento quimioterápico CHOP (ciclofosfamida, adriamicina, vincristina e prednisona).

Outros tratamentos incluem uma combinação de Rituximabe e vários quimioterápicos mais agressivos. Esses, no entanto, podem ser extremamente tóxicos e não são recomendados para pacientes mais idosos. Em raras ocasiões, se o câncer tiver espalhado para o sistema nervoso central, uma forma de tratamento chamada terapia intratecal pode ser usada, nela os fármacos são injetados diretamente no fluido do canal espinhal.

Tratamento com células-tronco

Os transplantes de células-tronco são muitas vezes utilizados em conjunto com altas doses de radiação ou quimioterapia. Dado o potencial dos efeitos colaterais graves, alguns tipos desse tratamento não são recomendados para aqueles com mais de 50 anos de idade. De acordo com o leukemia-lymphoma.org, o transplante autólogo de células-tronco, que envolve o congelamento de células próprias e o retorno delas ao corpo depois da terapia intensiva, tem se mostrado bastante eficaz para a remissão do linfoma de células do manto. Esse método de tratamento também é considerado seguro para pacientes mais idosos com saúde excelente.

Inibidores de proteassoma

Os inibidores de proteassoma são um tipo de droga biológica composta por substâncias naturais do organismo. Eles trabalham inibindo as proteínas necessárias para as células crescerem e sobreviverem. De acordo com o CancerHelp UK, têm sido feitos testes para ver se o bortezomib, um inibidor de proteassoma comum, funciona melhor com a quimioterapia CHOP ou de forma única.

Radioterapia

Muitas vezes utilizada em conjunto com a quimioterapia, a radioterapia envolve o uso de partículas altamente concentradas com energia emitidas diretamente no linfoma. É normalmente utilizada durante as duas primeiras fases da doença, além de ser um procedimento rápido e indolor. Os potenciais efeitos colaterais incluem pele ferida no local do tratamento e o potencial de causar cansaço. Se for utilizada em conjunto com a terapia de células-tronco ou transplante de medula óssea, ou no cérebro, pode ocorrer a síndrome da sonolência, que é caracterizada por sintomas de cansaço extremos. Esse é um efeito colateral de curto prazo e acaba desaparecendo.

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