Tratamentos para carcinoma ductal infiltrante

Escrito por kelli cooper | Traduzido por fabiana silva
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De acordo com a Mayo Clinic, o carcinoma ductal invasivo é responsável por 70% de todos os cânceres de mama. Esse tipo de neoplasia origina-se no revestimento do ducto mamário. As células cancerígenas eventualmente penetram a parede ductal e se espalham para o tecido mamário adjacente. O tratamento padrão depende de vários fatores, incluindo se essas células se deslocaram ou não para outras partes do corpo e se o tecido é sensível aos hormônios. Decidir sobre um curso de tratamento pode ser difícil, e a Mayo Clinic sugere que a mulher procure uma segunda opinião de um mastologista, antes de tomar a decisão sobre o melhor tratamento.

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Procedimentos cirúrgicos

A lumpectomia envolve a remoção cirúrgica do tumor e de uma pequena quantidade de tecido saudável adjacente à lesão, para garantir a remoção completa da neoplasia maligna. Esse tratamento é mais eficaz para os tumores menores, que podem ser facilmente cortados do tecido vizinho.

A mastectomia é um procedimento cirúrgico que remove toda a mama. Uma mastectomia simples remove todo o tecido mamário, incluindo ductos, lóbulos e tecido adiposo, enquanto que a radical remove, além dessas estruturas, o músculo subjacente da parede torácica e os linfonodos da axila.

Se o câncer de mama alcançar os linfonodos, ele pode se espalhar para as outras partes do corpo através do fluido linfático. Para determinar se houve metástase para esse órgãos, o cirurgião determinará qual linfonodo o tumor está usando para drenar o fluido linfático. Em seguida ele remove esse nódulo e verifica se há células cancerígenas. Se nenhuma lesão for encontrada, é provável que os outros nódulos estejam limpos e não precisarão ser removidos. Se houver sinal de câncer no primeiro nódulo, ele removerá os outros da axila.

Radiação

A radioterapia utiliza poderosos feixes de energia para destruir as células cancerígenas. Esse é um tratamento comum para o câncer em estágio inicial após um procedimento de lumpectomia. Para uma mastectomia em que o tumor foi encontrado no lado maior, o médico também pode recomendar a terapia com radiação. Os efeitos adversos desse tratamento incluem fadiga, inchaço do tecido mamário e linfedema (inchaço) no braço.

Quimioterapia

A quimioterapia envolve o uso de medicamentos para matar as células cancerígenas. Ela é indicada para casos de câncer de mama com alto risco de reincidência ou quando há possibilidade de o tumor ter se espalhado para outras áreas do corpo. O médico também pode optar pelo tratamento quimioterápico antes da cirurgia se o tumor de mama for grande. Essa ação é tomada para reduzir o tamanho da lesão e facilitar a sua remoção durante a cirurgia. Se o câncer tiver se espalhado para outras áreas do corpo, a quimioterapia pode controlar o desenvolvimento da doença e diminuir qualquer sintoma que ela esteja causando.

Os efeitos adversos variam dependendo do tratamento específico. Os mais comuns são a perda de cabelo, náuseas, vômitos, febre e comprometimento da imunidade.

Terapia hormonal

Se o câncer de mama for sensível ao estrogênio e à progesterona, alguns tratamentos ajudam a controlar esses hormônios no corpo. Isso pode evitar recidivas da doença e controlá-la quando ocorrer metástase.

O tamoxifeno impede que o estrogênio se ligue aos receptores de estrógeno nas células cancerígenas. Essa ação matará a célula ou retardará seu crescimento. O tratamento com essa substância é apropriado para mulheres pré e pós-menopausa. O Arimidex, Femara e o Aromasin impedem que os andrógenos se transformem em estrogênio; eles são úteis apenas para mulheres na pós-menopausa.

Terapia dirigida com medicamento

Medicamentos dirigidos são formulados para agir em uma anomalia específica de células cancerígenas. As seguintes substâncias foram aprovadas para tratar o câncer de mama.

O Herceptin age sobre uma proteína específica, a HER2, que é responsável por facilitar o crescimento e a sobrevivência das células do câncer de mama. Esse medicamento pode destruir essa proteína. O Avastin bloqueia os sinais das células de câncer que promovem novos vasos sanguíneos; sem esses vasos, o tumor não pode obter o oxigênio e os nutrientes necessários para sobreviver. O TYKERB também tem como alvo a proteína HER2 e é utilizado em mulheres que não tiveram sucesso com o Herceptin.

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