Tratamentos para a síndrome das pernas inquietas

Escrito por nicole harms | Traduzido por fatima mesquita
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Tratamentos para a síndrome das pernas inquietas
Só a movimentação parece aliviar o mal estar causado pela síndrome das pernas inquietas (Hervé de Brabandère)

Você está de olho na chance de finalmente descansar ao fim do dia quando, de repente, começa a sentir uma sensação de queimadura na perna, como se centenas de formigas estivessem passeando sob a sua pele. Surge, então, uma necessidade incontrolável de se mexer. Você balança as pernas, se levanta, caminha e se movimenta para tentar aliviar os sintomas... Pois se esta descrição lhe parece familiar, é bem provável que você sofra da síndrome das pernas inquietas.

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O que é a tal síndrome das pernas inquietas?

A Síndrome das pernas inquietas é um problema neurológico que afeta as pernas. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde dos EUA, o problema causa sensações desconfortáveis que algumas pessoas descrevem como uma queimação, como algo caminhando sob a pele, como uma coceira também sob a pele ou ainda como uma sequência de contrações. Pacientes que sofrem do problema sentem uma vontade incontrolável de movimentar as pernas para tentar aliviar os sintomas, embora a maioria deles simplesmente retorne quando a movimentação cessa. Estes sintomas são, em geral, piores à noite, impedindo os pacientes de manter noites normais de sono.

Causas

De acordo com a Fundação da Síndrome das Pernas Inquietas dos EUA, a causa do problema ainda não foi detectada, mas os especialistas sabem listar alguns fatores de risco. A genética, por exemplo, parece estar presente, pois a síndrome tem sido constatada em vários membros da mesma família. Às vezes pode também acontecer de haver uma questão maior, como uma doença renal, problemas no sistema nervoso ou anemia, que causa, então, os sintomas na perna. Mulheres grávidas também podem sofrer temporariamente com o problema e pacientes com síndrome do déficit de atenção parecem ter um risco maior de desenvolver sintomas, em especial depois que atingem a terceira idade.

Tratamento

O tratamento para a síndrome das pernas inquietas varia de acordo com a gravidade do problema. E não há cura; apenas alívio dos sintomas. Às vezes exercícios e mudanças no estilo de vida ajudam, como a diminuição do consumo de cigarro, álcool e cafeína, nos casos mais leves. Massagear as pernas com uma fonte de calor ou gelo e banhos de imersão em água quente antes de dormir podem também ajudar. Os médicos às vezes receitam medicamentos como um depressor do sistema nervoso central, um anticonvulsivo ou um dopaminérgico. Mas até agora há apenas uma droga aprovado, nos EUA, exclusivamente para casos sérios da síndrome: a ropinirole.

Complicações

A Síndrome das pernas inquietas não é por si só perigosa, mas pode perturbar o sono dos pacientes. Há casos em que a doença faz com que a pessoa mexa as pernas a cada 20 ou 30 segundos durante a noite toda e esses movimentos constantes acordam de leve o paciente que, apesar de muitas vezes não ter consciência do despertar, sente-se cansado e irritado no dia seguinte, o que afeta a sua saúde geral, sua capacidade de trabalhar e também de interagir socialmente.

Considerações sobre a medicação

Se você está tomando remédios para a síndrome das pernas inquietas, saiba que o efeito positivo da droga pode, de repente, desaparecer. Quando isso ocorre, os sintomas passam a surgir mais cedo no dia, antes da hora de tomar a medicação. E, nesse caso, o médico é obrigado a trocar de remédio. Além disso, segundo a Clínica Mayo, mulheres grávidas não podem tomar estes medicamentos.

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