Usos do condicionamento clássico em salas de aula

Escrito por rebeca renata | Traduzido por ale grassi
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Usos do condicionamento clássico em salas de aula
Behaviorismo é uma teoria da psicologia que estuda todos os comportamentos da maneira que foram adquiridos (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

O termo behaviorismo, conhecido também como comportamentalismo ou condutismo, se refere a uma teoria da psicologia que estuda todos os comportamentos da maneira que foram adquiridos. O condicionamento clássico é uma forma de behaviorismo no qual um estímulo específico produz uma resposta previsível. O exemplo mais comum é quando os cães cheiram um alimento que faz com que salivem. Quando um sino é tocado em todas as refeições, os cães começam a salivar em resposta ao sino, mesmo sem a presença do alimento. O condicionamento clássico pode desempenhar papéis diferentes na sala de aula.

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Reforce o aprendizado

Professores que desejam utilizar técnicas comportamentais para reforçar o aprendizado são mais propensos a usarem técnicas de condicionamento operante. Este envolve punições e recompensas, que pode ser feito por um professor simplesmente oferecendo uma recompensa (um elogio, por exemplo) por um trabalho bem feito ou uma punição (lição extra) por não fazê-lo bem. O condicionamento clássico não pode ser utilizado tão diretamente, mas muitas vezes pode funcionar juntamente com o condicionamento operante para reforçar a aprendizagem. Por exemplo, se o ambiente geral na sala de aula é de elogios e prazeroso durante a aprendizagem, o aluno associará esse prazer com a aula em específico, sendo mais propenso a participar.

Aprendizado interrompido

Os alunos que aprenderam a associar situações ameaçadoras ou temerosas com experiências em sala de aula podem ter mais dificuldades. Por exemplo, muitas vezes os alunos associam testes de matemática com a ansiedade e a pressão de uma prova. Essa resposta condicionada pode ser baseada em experiências precoces na escola primária, onde a criança lidava, por exemplo, com provas cronometradas de muita pressão. Mesmo mais velho, o aluno pode ter respostas autonômicas, como o suor e o aumento da frequência cardíaca, simplesmente quando pensa em fazer uma prova ou quando é confrontado com problemas difíceis de matemática. Na sala de aula, os professores podem estar cientes dos efeitos do condicionamento clássico na ansiedade da prova e criarem um ambiente de aprendizagem e de prova que reforce a sensação calma e de foco. Quando o aluno, ao longo do tempo, faz provas em um ambiente positivo sob pouca pressão, a reação classicamente condicionada tornar-se extinta e desaparece.

Outras funções do condicionamento clássico

É importante lembrar que, ao contrário do condicionamento operante, o condicionamento clássico não pode ser suprimido apenas por força de vontade. As reações ligadas ao condicionamento clássico são involuntárias. É possível suprimir comportamentos, mas não os impulsos associados a eles. Por exemplo, se um professor usa doces para reforçar as respostas corretas positivamente, os alunos associarão (classicamente) o sucesso com o gosto do açúcar. Se em seguida o professor parar de usar doces, mesmo que explique o motivo da mudança, os alunos provavelmente ainda ansiarão pelo açúcar ao darem respostas positivas.

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