As vantagens e as desvantagens dos diferentes tipos de pesquisa não experimentais

Escrito por rochelle leggett | Traduzido por lúcia collischonn de abreu
As vantagens e as desvantagens dos diferentes tipos de pesquisa não experimentais
Um pesquisador pode fingir fazer parte de um grupo como parte de um estudo observacional (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Um experimento conta com um grupo teste e um grupo de controle e tem valor por determinar exatamente o que causa um fenômeno. Pesquisas não experimentais se baseiam amplamente em observações não controladas. Embora isso tenha suas desvantagens, pesquisas não experimentais permitem o estudo de fenômenos que seriam impossíveis ou imorais de estudar. Embora existam vários tipos de delineamentos de estudos não experimentais, eles podem ser agrupados em algumas categorias e têm seus pontos fortes e fracos.

Estudos experimentais e não experimentais

Um verdadeiro experimento usa grupos para testar uma hipótese. Membros desses grupos são distribuídos aleatoriamente em grupos de controle e grupos teste, e o pesquisador tem grande poder sobre o experimento inteiro. Um estudo não experimental não segue esse formato. Pode haver apenas um grupo, ou pode não ser possível distribuir os participantes aleatoriamente. Esses experimentos costumam ser utilizados na psicologia, mas têm valor em outras áreas também. Estudos experimentais têm mais validade e podem demonstrar respostas mais definitivas para uma pergunta do que os não experimentais, embora os não experimentais tenham suas vantagens, como custos mais baixos.

Quase-experimental

Um estudo quase-experimental é qualquer experimento em que o pesquisador não consiga dividir os sujeitos da pesquisa em grupos iguais. Em condições ideais, os grupos são randomizados em grupos de controle e grupos teste. Os sujeitos são testados, manipulados com uma variável e, então, testados novamente. Por fim, compara-se os resultados dos testes finais com os primeiros resultados. Sujeitos testados em intervalos ao longo do tempo e com uma variável manipulada em cada ponto também fazem parte de um estudo quase-experimental. Esse tipo de estudo tem grandes chances de se tornar tendencioso e acabar por incorporar variáveis externas. Às vezes, em alguns casos, é o único tipo de experimento viável.

Desenvolvimental

Em um estudo desenvolvimental, o tempo é a maior variável. Por exemplo, o comportamento de um grupo de crianças em uma determinada situação pode ser comparado com o de adultos. Um grupo de voluntários pode ser estudado a partir da mesma variável, sem ser manipulado, durante um longo período de tempo. Esse tipo de estudo é ótimo para a descrição de tendências ou demonstração dos efeitos do tempo. A maior desvantagem é a mortalidade ou a desistência dos sujeitos por diversas razões.

Observacional

Uma pesquisa observacional é qualquer tipo de pesquisa em que o pesquisador estuda o comportamento de um sujeito observando-o. O pesquisador pode estudar seu comportamento em um ambiente natural ou pode reunir um grupo a fim de estudá-lo. Estudos de casos, em que uma única pessoa ou um pequeno grupo são estudados, também são pesquisas observacionais. A pesquisa observacional pode ser conduzida a partir da análise de dados pré-existentes. Esses experimentos podem ser tendenciosos e estão propensos a imprecisões decorrentes da falta de informação sobre o objeto de estudo. Além disso, a consciência de que se está sendo observado pode alterar o comportamento, distorcendo os resultados. No entanto, em muitos casos, informações valiosas podem ser obtidas a partir da observação, e os pesquisadores podem alcançar conclusões importantes para futuros experimentos.

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