Vantagens e desvantagens da inseminação artificial

Escrito por pedro santos
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Vantagens e desvantagens da inseminação artificial
A inseminação artificial é capaz de resolver o problema de infertilidade de muitos casais (BananaStock/BananaStock/Getty Images)

A inseminação artificial consiste em promover sob supervisão médica a fecundação de óvulos por espermatozoides. Trata-se de uma técnica de reprodução na qual o sêmen é inserido dentro do útero da mulher. Basicamente, a ovulação é induzida por hormônios. Na hora mais provável da ovulação, o sêmen é colhido e, via processo de amadurecimento artificial, colocado diretamente no colo do útero. O processo é devidamente acompanhado por ultrassom. Conheça as vantagens e desvantagens dessa técnica que é utilizada no Brasil desde os anos 1970.

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Facilidade do tratamento

A principal vantagem é que o processo tradicional de inseminação artificial é muito simples. Todo o procedimento é acompanhado pela equipe médica que consegue visualizar o colo do útero por meio de um instrumento que permite enxergar e examinar seu interior (espéculo). O trabalho não causa danos à paciente. Eventualmente, é possível que a inserção do sêmen no útero cause uma cólica leve, mas na maioria dos casos o tratamento é indolor. Além disso, esse é um método reprodutivo bastante rápido. O período desde o início do processo até a confirmação ou não da gravidez dura cerca de 30 dias.

Inseminação intracervical

No caso de mulheres que apresentam problemas na ovulação, há outro método de inseminação artificial. Trata-se da inseminação intracervical. Ao contrário da inseminação intrauterina, nesse caso o sêmen é injetado direto no cérvix. Trata-se de um método alternativo ao modo tradicional, mas também aplicado de forma simples e com bons resultados. A inseminação intracervical reproduz o modo como o esperma seria depositado no cérvix na hora da ejaculação. Nesse método, os espermatozoides não precisam passar pelo tratamento químico de amadurecimento antes da inseminação.

Riscos mais comuns

De modo geral, a inseminação artificial é um processo seguro. Ainda assim, alguns riscos estão presentes. Os maiores problemas ocorrem em decorrência da medicação. Se os remédios para estimular a ovulação forem dosados de forma errada, a mulher pode produzir mais óvulos do que o necessário. Assim, cerca de 15% das inseminações artificiais resultam em gêmeos. Isso é um risco já que gestações artificiais com mais de uma criança podem resultar em partos prematuros e eventuais riscos para o feto e para a mãe. Outro problema do excesso de medicação é a Síndrome da Hiperestimulação do Ovário. Nesses casos, o hormônio estradiol é produzido em demasia, aumentando as chances de trombose durante a gravidez.

Relativa taxa de sucesso

Um dos problemas da técnica de inseminação artificial é que, como qualquer técnica, ela pode não dar certo. Basicamente, a taxa de sucesso da inseminação artificial gira em torno de 15% a 20%. No entanto, alguns fatores podem diminuir ainda mais essa perspectiva. Entre os fatores limitantes está a idade da mulher. Após os 35 anos de idade, a chance de gravidez via inseminação artificial cai bastante. A técnica também é contraindicada para mulheres com problemas sérios de saúde ou com risco de doença infecciosa ou hereditária. Outra desvantagem, especialmente para casais de baixa renda, é o custo do tratamento, que varia em torno de R$ 3 mil.

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