As vantagens da titulação potenciométrica

Escrito por jack brubaker | Traduzido por pamela oliveira
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Métodos tradicionais de titulação geralmente consistem em uma solução contendo a espécie a ser analisada (chamada de "analito") e uma substância chamada de "titulante" preenchendo um longo cilindro com uma torneira na ponta chamada "bureta". O operador lentamente adiciona o titulante na solução de analito até a reação se completar; isso é chamado de "ponto final" da titulação. O ponto final é determinável normalmente quando um composto químico chamado de indicador (que é adicionado ao analito no começo da titulação) muda de cor. O operador então faz uma série de cálculos para determinar a quantidade de analito na solução.

Titulações potenciométricas funcionam pelo mesmo princípio, exceto que um eletrodo é inserido na solução do analito e conectado a um voltímetro; o potencial (voltagem) do analito é, então, monitorado conforme o titulante é adicionado. Os químicos normalmente determinam o ponto final depois, construindo um gráfico do potencial pelo volume de titulante. Embora as titulações potenciométricas exijam equipamentos especializados, esse método tem muitas vantagens sobre o método tradicional que usa indicadores colorimétricos.

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Fim dos indicadores

Químicos frequentemente usam indicadores que apresentam uma mudança marcante de cor quando a reação da titulação se completa. Esse método, entretanto, se torna problemático se a solução analisada é turva ou de coloração escura. Além disso, não existe necessariamente um indicador colorimétrico para cada combinação de analito / titulante possível. Em titulações potenciométricas, que dependem da voltagem medida por um eletrodo, a cor e a transparência da solução que está sendo analisada se tornam irrelevantes.

Automação

Métodos de titulação tradicional em geral dependem do operador para determinar se o ponto final da reação foi alcançado. Também, se o operador estimar mal o ponto final, mesmo que apenas um pouco, o procedimento provavelmente precisará ser refeito. Titulações potenciométricas, em contrapartida, podem ser facilmente automatizadas. Esses aparelhos, chamados de "tituladores automáticos", adicionam volumes pequenos e fixos (geralmente de 0,1 milímetros ou menos) de titulante a cada intervalo de tempo enquanto monitoram o potencial. Os dados podem ser plotados por um registrador analógico ou armazenados em computador para a análise. Como o ponto final é determinado matematicamente, não há como "passar" do ponto final.

Detecção de múltiplos analitos

Métodos de titulação potenciométrica, particularmente titulações de ácidos usando o pH, permitem a determinação de múltiplas espécies que podem estar no analito. O vinho, por exemplo, contém uma mistura de ácidos cítrico, láctico, málico e tartárico. A titulação convencional com um indicador colorimétrico não ia permitir ao químico determinar a concentração de cada um deles, apenas a concentração total dos ácidos combinados. A titulação potenciométrica, entretanto, permite ao químico determinar a concentração de cada ácido simultaneamente.

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