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O que são vegetais de hábitos noturnos?

Atualizado em 17 abril, 2017

Vegetais de hábitos noturnos são plantas, algumas comestíveis e outras não, que gostam de sombra e, às vezes, florescem à noite. Elas incluem batatas, tomates, pimentões, berinjelas e tabaco. Ao longo dos anos, o consumo de plantas noturnas têm sido relacionado a vários problemas de saúde, incluindo artrite e osteoporose.

Os tomates eram ligados à bruxaria e lobisomens até o início do século 19 (Comstock Images/Comstock/Getty Images)

Superstição

Vegetais com hábitos noturnos têm uma longa história de associação com a bruxaria. Essa crença persistiu sob a forma de pessoas que acreditavam que as plantas que floresciam à noite eram perigosas para os seres humanos. Barry Micallef, um bioquímico botânico especialista da Universidade de Guelph, explica em "Better Health" que muitas pessoas acreditam erroneamente que esses vegetais são perigosos porque os confundem com a mortífera erva-moura, uma erva venenosa da mesma família. Tomates, em particular, são classificados como "lycopersicon", palavra latina que pode ser traduzida como "pêssego de lobo", um nome dado quando acreditava-se que eles eram ligados aos lobisomens. Acreditava-se serem os tomates venenosos em grande parte da Inglaterra e suas colônias até 1820, momento em que começaram a ser introduzidos na dieta ocidental.

Problemas de saúde

Vegetais de hábitos noturnos têm alto teor de alcaloides, que muitos médicos naturopatas acreditam causar dor artrítica. Algumas pessoas sugerem que eles contribuem para a osteoporose, porque têm alto nível de ácidos oxálicos, que inibem a absorção do cálcio. Stephanie Atkinson, do Osteoporosis Canada, afirma que o ácido oxálico pode ter esse efeito quando o consumo de cálcio da pessoa é muito baixo, mas vegetais de hábitos noturnos não são necessariamente ricos nessa substância e o álcali que contêm pode ser benéfico para neutralizar ácidos e proteger os ossos.

Usos farmacêuticos

Vegetais de hábitos noturnos são atualmente comuns na dieta ocidental, mas na realidade são mais bem conhecidos por suas qualidades terapêuticas do que como comida. O tabaco é uma das plantas noturnas mais comuns e é um dos ingredientes principais em cigarros, devido ao teor de nicotina de suas folhas. As folhas de todas as plantas noturnas, mesmo os legumes, contêm nicotina, principal razão que as tornam atraentes como plantas terapêuticas. As plantas medicinais de hábitos noturnos mais tradicionais são o tabaco, mandrágora e beladona, ou erva-moura mortífera. Muitas delas não são muito usadas atualmente para finalidades terapêuticas.

Efeitos adversos

Pessoas sensíveis aos alcaloides com frequência sentem efeitos adversos ao consumir vegetais de hábitos noturnos. Elas não foram comprovadamente ligadas à osteoporose e o mito que causam dores de cabeça é exatamente isso, um mito. Pessoas sensíveis aos alcaloides e à solanina encontrada nessas plantas sentem dor e inchaço ao consumi-las, e os vegetais podem exacerbar o refluxo gastroesofágico, que tem como sintomas dor no peito e azia.

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