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Vegetais híbridos vs geneticamente modificados

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

Depois de chegarem às prateleiras dos supermercados é difícil avaliar a diferença entre os tomates híbridos e os geneticamente modificados. Eles possuem aparência e sabor idênticos; no entanto, há uma diferença significativa no modo como os dois tipos diferentes de tomate surgiram, e, talvez ainda mais importante, como o público em geral opina sobre os métodos empregados.

Você pode dizer se esses vegetais são híbridos ou geneticamente modificados? (vegetable market image by Bionic Media from Fotolia.com)

Híbridos

Os vegetais híbridos são espécies de plantas de parentescos próximos, porém diferentes. O objetivo da hibridação é melhorar as características dos descendentes. Por exemplo, um jardineiro pode combinar uma rosa resistente, mas que possui poucas flores, com uma variedade frágil, mas com muitas flores em uma tentativa de criar uma roseira mais resistente e bela. Ocasionalmente, isso pode produzir uma nova espécie. Os agricultores realizam polinização cruzada entre brócolis e couve flor para criar a couve brócolis, que se assemelha à couve flor, mas apresenta a coloração verde e possui um sabor mais doce.

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Organismos geneticamente modificados (OGMs)

Para criar vegetais geneticamente modificados, os cientistas trabalham em um nível microscópico. Retirando sequências genéticas desejáveis ​​de outras plantas (e até animais), os cientistas utilizam seringas especiais ou uma "gene gun" para "disparar" esse vetor externo na cadeia de DNA original do vegetal. As sequências guia presentes nesse vetor externo auxiliam o gene desejado a anexar à cadeia de DNA existente, alterando assim a sequência genética de um vegetal com o DNA estranho. As empresas de biotecnologia têm trabalhado em culturas geneticamente modificadas porque as plantas resultantes podem ser mais fortes, naturalmente resistente a insetos (que requerem pouco ou nenhum controle químico de pragas) e são mais fáceis de se reproduzir.

Equívocos

Os vegetais híbridos e geneticamente modificados não são os mesmos, a diferença está no DNA. A hibridização acontece regularmente na natureza quando ocorre a polinização cruzada de espécies geneticamente similares. A modificação genética acontece somente no laboratório, pois combina o DNA de organismos (plantas ou animais) diferentes da espécie do vegetal estudado.

Controvérsia

Os vegetais híbridos têm uma opinião pública favorável, uma vez que já existem naturalmente há séculos. Quando os jardineiros e agricultores os plantam, eles estão utilizando métodos não-invasivos de polinização cruzada. Por outro lado, os vegetais geneticamente modificados são o resultado de uma nova tecnologia que pode ter graves inconvenientes. O Dr. Arpad Pusztai era um pesquisador de lectinas de origem vegetal e é considerado um especialista em seu campo. Em 1998, ele concluiu que o consumo de batatas geneticamente modificadas teve efeitos negativos sobre ratos de laboratório, e ele instantaneamente se tornou uma voz de discordância entre os diversos cientistas que apoiavam as possibilidades dos OGMs. Desde então o debate se intensificou porque pouco se sabe sobre os efeitos a longo prazo do consumo das sequências de genes extras utilizadas ​​como marcadores no processo de modificação. As preocupações com o aumento da resistência aos antibióticos, a toxicidade e os níveis de alérgenos desconhecidos impedem que as frutas e os vegetais geneticamente modificados sejam totalmente aceitos pelo público em geral.

Importância

As culturas geneticamente modificadas muitas vezes se tornam reportagens. A União Europeia proibiu frutas e legumes geneticamente modificados. Os países em desenvolvimento estão recebendo auxílio sob a forma de culturas geneticamente modificadas, como arroz e milho, para alimentar suas populações famintas, porém grupos de ativistas reclamam, alegando que os países desenvolvidos estão usando os mais desfavorecidos como cobaias. As questões se os OGMs são totalmente seguros para o consumo humano e se eles são equivalentes em valor nutricional se comparados aos vegetais convencionais não serão definitivamente respondidas até os cientistas estudarem os efeitos a longo prazo do seu consumo.

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Referências

Recursos

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