Definição das figuras de linguagem na poesia

Escrito por tiffany barry | Traduzido por bruno robson ribeiro dos santos
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Definição das figuras de linguagem na poesia
Figuras de linguagem podem ser achadas em diversos tipos de poesia (Comstock/Comstock/Getty Images)

A figura de linguagem é uma categoria com vários tipos de dispositivos poéticos. As figuras de linguagem são qualquer grupo de palavras ou frases - ou o poema inteiro - que não são feitas para serem lidas ou interpretadas literalmente. Analogias, metáforas, personificação, metonímia e sinédoque são os tipos de figura de linguagem utilizados na poesia. Apóstrofe, hipérbole e eufemismo são também outros dispositivos figurativos.

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Analogias e metáforas

Metáforas e analogias são muito semelhantes. Ambas fazem uma espécie de comparação com objetos distintos. No entanto, é na forma com que esses objetos são comparados que se consegue visualizar a diferença entre elas. Analogias fazem comparações utilizando-se de "como" ou "tão". Um exemplo de analogia: "a brisa quente é como um amante acariciando minha bochecha ao se despedir". Alternativamente, metáforas fazem essa comparação de forma direta, sem o uso de "como", "quanto" ou "tão". Exemplo: "o animal feroz é o que minha alma trouxe à vida".

Metonímia e sinédoque

Metonímia e sinédoque são dois tipos distintos de metáfora. A metonímia é usada quando uma parte da frase é substituída por algo semelhante ao que será comparada. Um exemplo de metonímia se encontra em um poema escrito por Robert Frost. Nesse poema, ele diz que um garoto segurou sua mão ferida para não deixar que sua vida fosse derramada. O que ele quis dizer é que o rapaz literalmente estava tentando manter o sangue dentro da sua mão. Uma sinédoque é uma frase em que o todo é substituído pela parte, por exemplo, referindo-se a um coração ferido quando, na verdade, todo o corpo está ferido. Um exemplo de sinédoque fornecido pela "Kentucky Classics" é o seguinte: "Os EUA ganharam três medalhas de ouro".

Personificação

Personificação é um dispositivo utilizado quando você está literalmente dando características humanas a algo não humano. O objeto pode ser o tempo, uma peça de vestuário, alimentos ou qualquer item que não seja uma pessoa. Exemplos de personificação: "A neblina sussurrou contra a vidraça"; "Minha maçã saltou da minha mão"; "A chaleira gritou à distância".

Hipérbole e eufemismo

Hipérbole e eufemismo são o exato oposto um do outro. A hipérbole é quando uma instrução está sendo dada de forma exagerada: "Minha alma certamente irá murchar ao deixar minha visão" é um exemplo do uso de hipérbole. Eufemismo é exatamente o contrário e é bem fiel ao seu nome. É usado quando o autor quer dar a entender mais do que já está escrito usando termos ou palavras para suavizar uma realidade. Um exemplo: [pergunta feita a uma pessoa irritada] "Você está de bom humor, não é?".

Apóstrofe

Outra forma de figura de linguagem é o apóstrofe. Ele é usado quando o autor do poema deseja direcionar seu discurso para algo que não é ou não pode escutar ou responder, como falar para o vento. O vento não pode ouvir para poder responder, portanto, abordá-lo na literatura é uma apóstrofe. Apóstrofes comuns incluem poemas que abordam elementos da natureza.

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