Falácias e a eficácia da comunicação

Escrito por lee flamand | Traduzido por bruno robson ribeiro dos santos
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Falácias e a eficácia da comunicação
Uma falácia é qualquer erro de lógica ou raciocínio (logical image by Hedgehog from Fotolia.com)

Um dos principais obstáculos para uma comunicação eficaz é o raciocínio falho ou falacioso. Falácias são qualquer erro de lógica ou raciocínio, ou qualquer equívoco gerado por um raciocínio problemático. Elas podem ser intencionais ou não. Quando feitas de forma proposital, geralmente elas são usadas com o objetivo de explorar, confundir ou manipular o interlocutor ou ouvinte. Quando usadas sem intenção, no entanto, elas podem levar a mal entendidos entre as partes envolvidas na comunicação.

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Comunicação eficaz

Uma comunicação eficaz exige que uma série de condições simples sejam respeitadas para que não haja mal entendidos entre as partes envolvidas. Primeiramente, quem estiver falando deve tentar se expressar com precisão, de forma clara e correta. Deve abster-se de floreios retóricos ou padrões de discurso que possam confundir os ouvintes e deve transmitir informações de forma direta. Em segundo lugar, os interlocutores devem escutar um ao outro com atenção e pedir esclarecimentos quando necessário. Finalmente, os interlocutores não devem tirar conclusões precipitadas ou fazer suposições equivocadas sobre o que a outra parte quer dizer. É necessário ser o mais explícito possível.

Falácias formais

Falácias formais são falhas estruturais no raciocínio dedutivo que invalidam qualquer argumento. Existem muitos tipos de falácias formais, mas as mais comuns são feitas inconscientemente. E isso, por sua vez, pode dificultar uma comunicação eficaz. Estritamente falando, uma falácia formal não é a mesma coisa que um erro de informação, pois ela resulta de uma falha puramente estrutural no raciocínio sobre um conjunto de proposições. Mesmo se essas proposições forem realmente falsas, se houver uma lógica na conclusão do interlocutor o argumento ainda pode funcionar, mesmo que esteja factualmente incorreto.

Falácias informais

Enquanto falácias formais ocorrem por causa de uma falha na estrutura lógica de um argumento, falácias informais são provocadas por problemas no conteúdo do argumento. Existem muitos tipos de falácias informais, e qualquer argumento pode conter mais de um, mas em geral elas podem ser divididas em três tipos. O primeiro são as falácias de ambiguidade, que ocorrem quando o significado de uma premissa ou conclusão não está claro.

A mais comum é a de equívoco. Ela ocorre quando uma frase é interpretada ou definida de duas ou mais formas diferentes. A outra são as falácias de presunção. Acontece quando uma premissa ou conclusão se afirma verdadeira antes do fato ocorrer. Isso pode levar a proposições tautológicas, como "as regras são as regras". Por fim, existem as falácias de relevância, que ocorrem quando uma premissa irrelevante é apresentada como argumento, com o intuito de chegar a uma conclusão falha. Elas são frequentes no discurso político, geralmente quando um insulto é usado no lugar de um argumento razoável.

Falácias verbais

Falácias verbais também são falácias de ambiguidade, mas elas ocorrem com mais frequência no discurso falado. Por exemplo, a ambiguidade pode surgir no discurso falado porque a entonação de alguma frase não está clara. Se alguém diz: "ELA parece feliz", a frase tem um significado diferente de "ela PARECE feliz". Se a entonação não estiver clara, o significado pode soar confuso. Da mesma forma, falácias verbais podem ocorrer quando uma afirmação é feita fora do contexto, porque o tom da situação e do enunciado não estão claros.

Falha de comunicação cultural

As vezes, a comunicação eficaz pode falhar porque os interlocutores pensam que ambos compreendem e respeitam as mesmas regras de interação. Esse nem sempre é o caso, e supor erroneamente que os sinais de comunicação funcionam entre diferentes culturas pode muitas vezes fazer com que a comunicação não fique clara. Por exemplo, se Ting vem de uma cultura onde é falta de respeito ficar perto das pessoas enquanto estiver falando com elas, enquanto Pedro vem de uma cultura onde é rude não ficar perto do interlocutor, existe a chance de que surja uma situação estranha e confusa, pois cada um pode pensar que o outro está sendo rude simplesmente por estarem seguindo suas próprias normas culturais.

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