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Fosfeto de zinco para envenenar toupeiras

Escrito por sumei fitzgerald | Traduzido por angela spada
Fosfeto de zinco para envenenar toupeiras

As incômodas toupeiras arejam o solo e reduzem as populações de larvas

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O fosfeto de zinco é um rodenticida usado para matar arganazes, toupeiras, ratos e esquilos. É um veneno aprovado pelos órgãos federais americanos e brasileiros para matar toupeiras. A isca de fosfeto de zinco tem forte odor de alho, segundo o Michigan State Department Natural Resources and Environment (DNRE). Supostamente, isto deveria torná-la pouco atraente para outros animais. Infelizmente, os rodenticidas como essa substância não envenenam apenas as toupeiras. Matam todos os tipos de vida silvestre, inclusive águias-de-cabeça-branca, linces, veados, raposas, peixes de água doce, falcões, gansos e corujas, informa o órgão americano Environmental Protection Agency (EPA). O fosfeto de zinco também apresenta riscos para crianças e animais de estimação.

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Como age o fosfeto de zinco

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O fosfato de zinco transforma-se em um gás quando alcança o fluido no estômago. Esse gás destrói as células em toda a corrente sanguínea e no corpo, resultando em dano a órgãos e tecidos. Leva de 15 minutos a quatro horas para uma toupeira morrer, segundo o DNRE. É uma morte dolorosa e envolve dor abdominal, convulsões, náusea, vômito e paralisia.

Fosfeto de zinco e rejeição da isca

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O especialista em vida silvestre Robert Pierce, da Universidade do Missouri, diz que o fosfeto de zinco não funciona bem porque normalmente é impregnado em iscas de grãos e as toupeiras não se alimentam de grãos, sementes ou nozes. Dale Miller, editor da "National Farmer Magazine" (Revista Nacional do Fazendeiro), escreve que a alta concentração do veneno nas iscas as tornam impalatáveis. Uma toupeira pode não consumir uma quantidade suficiente da isca para sofrer efeitos letais e então aprende a evitá-la no futuro. Essa "rejeição da isca", escreve Miller, é uma dica de alimentação que as toupeiras jovens recebem de suas mães.

Riscos do uso do fosfeto de zinco

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O fosfeto de zinco pode matar cães e gatos por exposição secundária, sendo os pássaros especialmente afetados por esse veneno, segundo o DNRE. Leva vários meses para ocorrer a degradação climática tanto da isca como da toupeira morta. A isca seca pode ser indefinidamente tóxica. A substância é classificada pela EPA como toxina perigosa para ingestão oral e exposição inalatória. Condições de umidade criam o gás tóxico fosfina. A inalação desse gás, ao se examinar um animal infectado ou o seu vômito, pode intoxicar pessoas, adverte a veterinária americana Amanda Schnitker.

Regras sobre o uso de fosfato de zinco

Nos EUA, o especialista em vida silvestre da Universidade da Califórnia, Terry Salmon, disse ao repórter da "Hay and Forrage Growers Magazine" (Revista dos Cultivadores de Feno e Forragem") que é permitido aos fazendeiros americanos usar duas aplicações de fosfeto de zinco por ano. Eles devem usar equipamento de proteção, inclusive máscara e respirador ao aplicar o veneno para toupeiras. Além disso, a substância não pode ser usada em áreas frequentadas por pássaros que se alimentam de grãos e as aves aquáticas deverão ser afastadas por 24 horas após o tratamento. Em 1998, a EPA determinou que os fabricantes americanos de rodenticidas à base de fosfeto de zinco usassem corantes indicativos e agentes amargos em seus produtos para minimizar o risco para crianças e animais de estimação. O veneno para toupeiras não deve ser comercializado em grânulos soltos, mas com iscas prontas em embalagens. O Nebraska Department of Agriculture acrescenta que apenas 0,45 kg ou menos de fosfeto de zinco pode ser vendido a proprietários domésticos. Os fazendeiros podem adquirir 3,6 kg ou mais. Os profissionais da área de desratização podem adquirir unidades de 7,2 kg do veneno. No Brasil, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) publicam manuais e cartilhas sobre os riscos do uso de rodenticidas de fosfeto de zinco para informação aos usuários.

Avanços protetores

Cientistas do National Wildlife Research Center -- NWRC (Centro Nacional de Pesquisas sobre a Vida Silvestre) descobriram que a adição do repelente antraquinona aos rodenticidas feitos de fosfeto de zinco pode ajudar a proteger as aves selvagens. A antraquinona é uma substância de ocorrência natural que absorve a luz quase-ultravioleta. Esse espectro luminoso é visível a muitos pássaros e também age como um laxativo. Os cientistas do NWRC esperam que o composto ensine os pássaros a evitar o rodenticida.

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