Por que o papa renunciou

Escrito por pedro santos
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Por que o papa renunciou
Papa Bento XVI se despede dos fiéis no último dia de seu papado (Franco Origlia/Getty Images News/Getty Images)

Na manhã do dia 11 de fevereiro de 2013, fiéis católicos do mundo todo foram informados de que o Papa Bento XVI estava prestes a renunciar. Dezessete dias depois, em 28 de fevereiro, o Pontífice Joseph Ratzinger cumpriu a decisão e renunciou. A notícia surpreendeu muitos fiéis, já que geralmente os Papas se mantêm no cargo até a morte. Bento XVI foi o primeiro a abdicar do papado desde Celestino V, que renunciou por vontade própria em 1294. Conheça os principais motivos decisivos para a renúncia do Papa.

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Antecedentes

A decisão da renúncia de um Papa é uma questão controversa na Igreja Católica. Muitos afirmam que o Papa, como representante divino, não tem o direito de renunciar ao posto. Ainda assim, a renúncia está prevista no Código de Direito Canônico da Igreja. Para ter validade, é necessário que a renúncia seja de livre e espontânea vontade. Depois disso, o ex-Papa não pode voltar ao cargo. Em 2010, Bento XVI deixou em aberto a possibilidade de renunciar um dia. De acordo com ele, o Papa tem direito de renunciar quando deixa de ser psicologicamente e espiritualmente capaz de exercer a função.

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A renúncia é legitimada pelo Código de Direito Canônico da Igreja (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

Problemas de saúde

Oficialmente, Bento XVI renunciou ao cargo de líder da Igreja Apostólica Romana porque já não tinha forças para exercer as obrigações da função. Em nenhum momento Joseph Ratzinger apresentou problemas de saúde como causa da renúncia. Mas a verdade é que, aos 85 anos de idade, o então Papa tinha uma aparência cada vez mais frágil em suas aparições públicas. Antes da renúncia, o porta-voz do Vaticano afirmou que Bento XVI havia sido submetido a uma cirurgia de coração três meses antes.

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A Praça São Pedro é o local onde o Papa celebra a Missa Pontifícia (Jupiterimages/Pixland/Getty Images)

Outros fatores

No entanto, especialistas afirmam que outros fatores podem ter influenciado a decisão de Bento XVI de renunciar. Em 2012, um mordomo do Papa foi demitido acusado de vazar informações de dentro do Vaticano. Mais de mil documentos, entre originais e fotocópias, foram vazados do gabinete dos secretários do Papa. Muitos deles eram ultra-confidenciais. O escândalo revelou complôs, corrupção, prevaricação e má gestão no Vaticano. Nos documentos, o Banco do Vaticano é acusado de não cumprir normas de transparência em suas transações.

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Em 2012, mais de mil documentos foram vazados dentro do Vaticano, muitos deles eram ultra-secretos (Thomas Northcut/Photodisc/Getty Images)

O legado

Entre os principais legados deixados pelo papado de Bento XVI está a retomada de um diálogo ausente desde a morte de João Paulo II. Com Bento XVI, a Igreja Católica retomou a conversa com os fiéis de forma mais clara, principalmente por meio de homilias e catequeses. O Papa, inclusive, iniciou uma conta na rede social Twitter para manter um canal de comunicação com os jovens. Apesar de sua característica conservadora, Bento XVI é considerado pelos teólogos como um modernizador da Igreja Católica no século 21. Em sua última mensagem pelo Twitter, Bento XVI agradeceu aos fiéis: "Obrigado pelo vosso amor e vosso apoio!".

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Bento XVI foi considerado um modernizador da Igreja do século 21 (Jupiterimages/Pixland/Getty Images)

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