O que você precisa saber sobre o novo acordo ortográfico

Escrito por victoria vajda
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O que você precisa saber sobre o novo acordo ortográfico
O acordo ainda confunde muita gente, mas não é tão complicado quanto parece (Digital Vision./Photodisc/Getty Images)

O português é o 8º idioma mais falado no mundo e é a língua materna de mais de 235 milhões de pessoas. No entanto, apresentava duas grafias oficiais, do Brasil e de Portugal, dificultando o compartilhamento de conteúdo (livros, artigos acadêmicos, manuais, etc.) entre os países. Para unificar a ortografia e ampliar o intercâmbio, a Comunidade dos Países da Língua Portuguesa lançou o Novo Acordo Ortográfico. Conheça algumas das principais mudanças.

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Alfabeto ampliado

Não é de hoje que vemos palavras com as letras “k”, “w” e “y”, mas com o acordo ortográfico elas foram oficialmente integradas ao nosso alfabeto. A incorporação espontânea dessas letras se deu pela influência de palavras estrangeiras em nosso idioma, como por exemplo, a abreviação de quilometro “km” que vem do inglês “kilometre”. Os nomes estrangeiros históricos (Kafka, Darwin, etc) e o uso de jargões da internet (download, bytes, etc) também foram importantes para a mudança.

O fim do trema

O trema (aqueles dois pinguinhos sobre o “ü”), usado em algumas palavras para mostrar que a letra tinha que ser pronunciada, foi extinto. Palavras como “frequência” e “tranquilo” não levam mais o sinal, mas continuam com a mesma pronuncia, quer dizer, o “u” não é mudo como em “porque”, por exemplo. Só mantêm o trema palavras estrangeiras, como os sobrenomes alemães Müller ou Bündchen.

Acento diferencial

Não se usam mais os acentos como forma de diferenciação entre duas palavras com a mesma grafia e significados diferentes. Como por exemplo: "foi para Londres" (preposição) e "ele não para de trabalhar" (verbo). Mas atenção, há duas exceções para esta regra: “Pôde” (conjugação da terceira pessoa singular do verbo “por” no passado) leva acento para diferenciar-se de “pode” (conjugação da terceira pessoa singular do verbo “por” no presente). O mesmo acontece com “pôr” (verbo) e “por” (preposição).

Hífen – quando usar?

Não se usa mais o hífen entre duas palavras quando a última letra da primeira palavra for uma vogal e a primeira letra da segunda palavra for “r” ou “s”. Nestes casos, duplica-se a consoante, como em “antirreflexo” ou “extrassensorial”. Também foi eliminado entre duas palavras quando a primeira termina em vogal e a segunda começa com uma diferente, como em “autoescola”. Se as vogais forem iguais, usa-se o hífen, como em “semi-intensivo”.

Mudanças também em ditongos e acento circunflexo

Ideia, joia, heroico, centopeia e outras palavras paroxítonas que costumávamos ver acentuadas no ditongo “ei” ou “oi” não levam mais acento. Também perderam o acento o “i” e o “u” após ditongos em palavras como feiura e bocaiuva. O acento circunflexo caiu em muitos casos, como nas palavras terminadas em “oo” (voo, abençoo) e no presente do indicativo e do subjuntivo dos verbos ver, crer, ler e dar, quando conjugados na terceira pessoa do plural (veem, creem, leem, deem).

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