Saiba como é feito o dinheiro

Escrito por pedro santos
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Saiba como é feito o dinheiro
Saiba como seu rico dinheirinho é fabricado (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Como é feito o dinheiro? Essa moeda de troca de bens, produtos e serviços é utilizada pelos homens desde o século 6 a.C. Mas o dinheiro como conhecemos hoje nem sempre teve a forma de cédulas e moedas. Antigamente, as trocas eram feitas com objetos valiosos para determinados grupos, como especiarias ou mesmo cestas de sal. Com o passar do tempo, certos metais viraram mercadoria mais do que apreciada. Foi o caso do ouro, da prata e do cobre. O papel moeda foi uma evolução alcançada quando os governos passaram a interferir na economia como um todo. No Brasil, as primeiras cédulas foram lançadas pelo Banco do Brasil em 1810.

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Casa da Moeda

O Governo Federal é a única entidade autorizada a criar cédulas e moedas. Toda a produção de dinheiro no Brasil é feita na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro. Trata-se de uma empresa estatal, fundada ainda no período colonial pelos governantes portugueses. Conhecer o modo de produção do dinheiro é uma curiosidade que move muita gente, de estudantes a economistas. Para conhecer e saber como funciona a Casa da Moeda, agende uma visita no site: http://www.casadamoeda.gov.br>

Saiba como é feito o dinheiro
No Brasil, o dinheiro só pode ser produzido pela Casa da Moeda (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Impressão offset

Basicamente, a Casa da Moeda conta com três departamentos que são responsáveis por fazer cédulas, moedas e selos fiscais. Todo o processo começa a partir da determinação do Banco Central. As notas são impressas por meio de grandes impressoras de tecnologia alemã, que são capazes de imprimir em 28 cores. O primeiro passo é a impressão chamada de offset. O papel-moeda recebe uma camada de tinta invisível, que só pode ser detectada via luz ultravioleta. É a fase da impressão dos primeiros itens que dá originalidade à moeda, como a figura no topo das cédulas que muda de acordo com a luz e o ângulo em que se vê a nota.

Impressão em relevo e holograma

A segunda fase de produção do dinheiro é a impressão em relevo (calcográfica). Nessa etapa, é inserido o número escondido que pode ser visto com a nota à contraluz. A terceira fase de impressão é a etapa do holograma, no qual é impressa a faixa holográfica nas notas. Depois disso, as notas são encaminhadas para o corte e definição do número de série. Afinal, cada nota é única. Depois de prontas, elas são armazenadas em um cofre. Toda essa etapa é acompanhada de perto por profissionais da Casa da Moeda, que possuem um rigoroso controle de qualidade.

Números da Casa da Moeda

Os números de produção do dinheiro brasileiro são grandes. De acordo com a Casa da Moeda, foram produzidas no ano passado 2.840 bilhões de cédulas de real para o Banco Central. A Casa da Moeda também recebe encomendas de outros países. Em 2012, foram 307 milhões de cédulas argentinas (pesos), 370 milhões de cédulas de bolívares (Venezuela) e 40 milhões de cédulas guaranis (Paraguai). Cada folha de impressão contém cerca de 50 cédulas. Todo o tempo de produção dura cerca de 12 dias. A nota mais produzida em reais é a de R$ 50.

Produção de moedas

As moedas brasileiras, por sua vez, são criadas a partir de dois tipos de metais. Isso porque a estrutura de cada moeda varia. A parte do centro é feita de aço inoxidável. Já a borda da moeda é composta por aço revestido de bronze. Isso ocorre com as moedas de 10, 25, 50 centavos e 1 real. Já as de 1 centavo e 5 centavos são compostas por ligas de cobre. De modo geral, o processo de confecção das moedas é mais complicado do que o das notas. Primeiro, todo o metal é derretido e colocado em formas preparadas com o design de cada moeda. Depois, elas são submetidas a uma solução química que dá a cor brilhante do material.

Oxidação de moedas

Em seguida, uma grande máquina em formato de prensa é responsável por esculpir cada valor no metal. Nessa etapa, cada moeda é marcada pelo desenhos em alto relevo. Depois, elas passam pelo mesmo processo para demarcar as bordas, que são revestidas por bronze. Com a ajuda de um microscópio, um técnico da Casa da Moeda marca o número de série em cada pedaço de metal. Com o tempo, o metal das moedas sofre oxidação. Isso ocorre com mais frequência nas moedas de 1 centavo e 5 centavos, itens compostos por maior quantidade de ligas de cobre. De volta à Casa da Moeda, essas moedas escurecidas pela oxidação são descartadas. Já as moedas de 10, 25 e 50 centavos voltam a ter o metal derretido para a confecção de novos exemplares.

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