Tratamento de efluentes por osmose reversa

Escrito por aruna murthy anaparti | Traduzido por pamela oliveira
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Tratamento de efluentes por osmose reversa
Planta de tratamente de efluentes (WATER TREATMENT image by BILLY WELLBORN from Fotolia.com)

A osmose reversa é uma tecnologia de filtração em membrana que purifica a água de todos os sais dissolvidos, impurezas suspensas, matéria orgânica e carga microbiana. Essa tecnologia possui aplicações nas indústrias alimentícia e farmacêutica e em plantas de dessalinação, assim como plantas de tratamento de efluentes.

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Tratamento de efluentes

Os efluentes de indústrias incluem água de processos contendo subprodutos, água vinda das correntes de resíduos, água de refrigeração que vêm das caldeiras e água de escoamento da chuva. Esse material residual pode ser tratado por osmose reversa para reuso no mesmo ciclo, ser usada para jardinagem e lavagem de veículos ou como água para descarga em banheiros.

Características dos efluentes

O efluentes industriais contêm altas concentrações de contaminantes, que variam dependendo da indústria, e os níveis tendem a variar periodicamente. Se o curso de efluente contém uma grande quantidade de sais e sedimentos, matéria orgânica, substâncias inorgânicas ou metais pesados, ela pode causar mudanças indesejáveis nas características do efluente. Por exemplo, os valores de pH podem mudar, tornando a água mais ou menos ácida ou alcalina. Ou a demanda biológica e química de oxigênio do efluente pode aumentar.

Pré-tratamento

A menos que os contaminantes no efluente sejam removidos ou suficientemente tratados, eles podem acusar o rompimento ou entupimento da membrana. As tecnologias de pré-tratamento, que são cruciais para a efetividade do processo de osmose reversa, incluem o condicionamento para ajustar o pH do efluente para evitar que a membrana fique obstruída pela precipitação de sais. A filtração de pré-tratamento — ultrafiltração, microfiltração, filtração com carbono ativado ou filtros de cartucho — evita entupimentos por impurezas em suspensão. O tipo escolhido depende das características do efluente e dos níveis de pureza desejados. Outros processos de pré-tratamento, como clarificação, abrandamento com trocadores de íons, cloração ou descloração, também podem ser usados, dependendo da necessidade e do uso final.

Osmose reversa

Os efluentes pré-tratados passam pela câmara de osmose reversa; o outro fluido na câmara é água pura. Os dois fluidos são separados por uma membrana semi-permeável, que permite que apenas os fluidos passem, mas segura íons e outros sólidos dissolvidos e em suspensão, incluindo microrganismos. Quando o efluente passa pela câmara de osmose reversa sob pressão, apenas as moléculas de água são forçadas pelos poros da membrana, enquanto sólidos dissolvidos e materiais iônicos são retidos. A pressão aplicada usualmente é de 10 a 55 bar, dependendo da concentração de sais e do tipo de membrana, de acordo com a ficha técnica da Merit Partnership.

Considerações finais

A membrana escolhida depende da qualidade do efluente e de suas características. Um efluente sem cloro pode requerer apenas membranas de filme fino (TF), mas, se o pré-tratamento não incluir remoção de cloreto, uma membrana de triacetato de celulose (CTA) pode ser necessária. Membranas de CTA requerem outro passo, de recondicionamento de pH, porque operam em uma faixa estreita de pH. Depois do efluente passar pela osmose reversa, ele é mantido em um tanque de armazenamento até o reuso.

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