Canto difônico tuvano e os efeitos nas cordas vocais

Escrito por felicia lee | Traduzido por camille sampaio
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Canto difônico tuvano e os efeitos nas cordas vocais
O canto difônico tuvano surgiu de laços com a terra (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

O som assombrado e de outro mundo do canto difônico tuvano surpreende aqueles que o escutam pela primeira vez: como é possível para um cantor emitir duas notas simultaneamente pela garganta? Essa forma antiga de arte -- praticada por séculos pelo povo de Tuva no sul da Sibéria simples que passou de uma geração de cantores para a próxima -- não requer dons hereditários ou anatômicos, entretanto. Na verdade, os sons distintos do canto tuvano são criados pela manipulação cuidadosa das cordas vocais, língua, lábios, maxilar e trato vocal -- os órgãos que todos os humanos usam para falar e cantar. Embora a manipulação especial das cordas vocais tenha um papel no som do canto tuvano, não é a única responsável pela característica distintiva dos músicos, e nem as cordas vocais sofrem estresse fora do comum pela prática desse canto.

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As cordas vocais e a acústica da voz

O som da voz humana é, em grande parte, impulsionado pela vibração das cordas vocais -- pregas paralelas de cartilagem na garganta. Essa vibração cria sons com um ritmo dominante, ou frequência fundamental, juntamente com passos secundários (ou harmônicos) de frequências mais altas. Na fala e no canto normal, esses harmônicos são significantemente mais fracos que a frequência fundamental e são ouvidos somente como distinções no timbre (como as diferenças entre duas pessoas cantando a mesma nota). No canto tuvano, entretanto, os cantores manipulam suas vozes para que um dos harmônicos esteja proeminente o suficiente para ser ouvido como uma nota distinta e parecida com um assobio sobre o passo primário.

Vibração das cordas vocais na fala e no canto difônico

Para criar os harmônicos característicos proeminentes, os cantores tuvanos manipulam as cordas vocais e outros órgãos da fala para amplificar os harmônicos desejados enquanto reduzem a intensidade de outros. No canto e na fala, as cordas vocais vibram rapidamente, fechando (tocando uma a outra) e abrindo conforme o ar dos pulmões passa entre elas através da traqueia. No canto difônico tuvano, cantores seguram as cordas vocais fechadas por um tempo maior e as abrem por um tempo menor durante as vibrações.

Movimento da língua no canto difônico

Para criar melodias com harmônicos, os cantores movem suas línguas ao cantar para ajustar os passos dos harmônicos. Os cantores manipulam as línguas de maneiras diferentes em estilos diferentes do canto tuvano para criar efeitos acústicos distintos. Essa manipulação da língua ocorre enquanto os cantores estão também controlando a vibração das cordas vocais.

Movimento do maxilar e dos lábios no canto difônico

Outra estratégia do canto tuvano que os cantores usam para amplificar alguns harmônicos enquanto reduzem o efeito de frequências estranhas é cantar com seus maxilares empurrados para a frente e com os lábios projetados. Essa estratégia preserva a energia acústica no trato vocal, o que amplifica as frequências desejadas sem requerer trabalho extra das cordas vocais.

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