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Por que os gramados da Copa são todos parecidos

Os estádios da Copa são uma atração à parte durante o período da competição. Com designs futuristas, eles impressionam jogadores e o público em geral. Porém, durante os preparativos para a Copa no Brasil, muitas foram as notícias sobre os novos estádios e os atrasos de obras, o que gerou grande dor de cabeça para a Fifa. Ela tem uma série de requisitos para aprovar os estádios e dentre eles está a qualidade do gramado. A Federação Internacional exige que todos os gramados sigam um padrão preestabelecido. Assim, os times que jogarem na região Norte estarão jogando em uma grama tão boa quanto os times que jogarão nas outras regiões do País. Veja aqui algumas características exigidas para os gramados da Copa do Mundo.

Os gramados dos estádios da Copa são parecidos, devido às exigências da Fifa (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Tipo de grama

Um estudo feito pela Fifa em conjunto com o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL) definiu que o melhor tipo de grama para o evento no Brasil é a denominada bermuda, que é plantada no próprio estádio. A técnica mais conhecida até hoje não poderá ser mais praticada. Ela consiste em se usar "tapetes" de grama cultivados em lugares diferentes e depois fixados nos estádios. A mudança se deu porque com essa técnica os riscos de desníveis são maiores. O estudo, que levou em consideração o clima de todas as cidades-sede e outros fatores, como a sombra causada pela cobertura de estádios, concluiu que essa é a melhor grama a ser implementada no País. A grama bermuda é adequada para lugares com clima tropical, que é o que prevalece no Brasil. Porém, nas regiões mais frias será outro tipo de grama. Apenas três cidades (São Paulo, Curitiba e Porto Alegre) contarão com um tipo de grama mais adequado para o frio.

Mesmo com diferentes climas, todos os estádios precisam apresentar um gramado com características semelhantes (Ryan McVay/Photodisc/Getty Images)

Tração

Uma das exigências da Fifa é que todos os gramados apresentem a mesma tração. O grande desafio nesse ponto é conseguir que, mesmo em cidades diferentes, todos os estádios apresentem um piso homogêneo, para que os jogadores treinem em um gramado que tenha características técnicas similares ao campo de jogo. Isso porque muitas seleções treinarão em estádios que não são sede da Copa. Essa tarefa é um pouco mais complicada de se implementar no Brasil, devido ao clima. Nos meses do campeonato, junho e julho, o Sul apresentará um frio rigoroso, enquanto no Norte e no Nordeste o clima é tropical. Assim, as sementes usadas nos gramados do Sul e de São Paulo serão sementes de inverno. Isso já é implementado em alguns gramados do Rio Grande do Sul e do Paraná há 20 anos e com muito sucesso.

Tamanho

Pelas regras do futebol, as medidas do campo podem variar. Ele pode ter de 90 m a 120 m comprimento, enquanto a largura deve variar de 45 m a 90 m. Porém, para ser um gramado aprovado pela Fifa, ele precisa medir exatamente 105 m de comprimento e 68 m de largura. Da mesma maneira que ocorre com a tração, as medidas do campo precisam ser todas iguais, para que os times percorram a mesma distância durante os jogos. Afinal, poderia ser injusto com algumas seleções jogar algumas vezes em campos pequenos e outras, em campos maiores.

Drenagem a vácuo

O mesmo estudo que definiu o melhor tipo de grama a ser implementado nos estádios da Copa também deu preferência para um tipo de drenagem do campo, feita a vácuo. Essa técnica não é uma exigência, mas a Fifa e o COL recomendam a drenagem a vácuo principalmente nas regiões com maior intensidade de chuvas. Essa é a melhor opção porque tem uma capacidade de drenagem até quatro vezes superior à da drenagem imediata (caracterizada por uma série de sulcos lineares ao longo do gramado). Dessa forma, são menores as chances de encharcamento do campo após chuvas fortes.

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