Planos financeiros para jovens casais

Escrito por mike scarr | Traduzido por silvia musselli
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Assuma o controle do seu futuro financeiro

Planos financeiros para jovens casais
Dinheiro pode ser um dos grandes obstáculos para jovens casais, veja como lidar com isso (Jupiterimages/BananaStock/Getty Images)

Uma das maiores armadilhas para um casal é não entender as crenças e histórias monetárias do outro.

— Nathan Gehring, planejador financeiro e dono do Couples Financial Planning & Coaching, LLC

Casar é um grande passo, mas a compatibilidade pessoal é apenas parte da equação. Ser financeiramente compatível é importante. No entanto, muitos casais não questionam esses aspectos para saberem se estão na mesma situação quando se trata de dinheiro. Conversar sobre o assunto - contas, investimentos, aposentadoria - irá ajudá-los a construir um futuro financeiro juntos.

A conversa

Manter os canais de comunicação abertos é importante para o casal - especialmente no casamento. Embora o amor parece ser o fator determinante para o sucesso de um casamento, pode acabar se mostrando um jogador fraco quando se trata de um dos maiores obstáculos para a instituição do casamento: o dinheiro.

Desacordos financeiros podem vencer qualquer casal apaixonado e será uma situação muito difícil se não tiverem reservado um tempo para conversar sobre o lado do dinheiro que estão antes de dizer "aceito".

"Realmente, se começa como um casal quando se considera o que o outro espera de você e o que você espera do outro e assim, decidir como ficará a área financeira", diz Nathan Gehring, planejador financeiro e proprietário de Appleton, Wisconsin-based Couples Financial Planning & Coaching, LLC.

É o planejamento - em muitos aspectos, o lado chato - o que ajudará a formar a base, onde irá ser construído o futuro do casal.

"Eles vão criar um próprio estilo de vida e aquelas necessidades que pensaram que eram importantes, como comer fora, fazer compras em certos lugares, podem não ser tão necessárias como imaginava. Quando se acertam, tomam melhores decisões", diz Adriane Berg, autora do "Financial Planning for Couples.

Se já foi escolhido os pratos, mas ainda não foi decidido quem irá gerir a conta bancária, é hora de parar, sentar e ter uma conversa.

Em uma série de pequenas conversas ou apenas uma longa, é importante discutir a forma de como vocês veem o dinheiro e como tem feito parte da sua vida. Você não vai querer sonhar com a casa própria para depois descobrir que o parceiro se opõe à ideia de possuir uma propriedade.

"Uma das maiores armadilhas para um casal é o fato de não entender as crenças e histórias monetárias do outro", afirma Gehring. "Todos nós crescemos aprendendo algumas lições sobre o dinheiro. É aí que o casal entra em atrito e dificuldade", completa.

Dividindo responsabilidades

Ao dividir informações, a responsabilidade também é dividida. Um de vocês pode ter a pretensão de controlar a carteira, o que pode proporcionar um cenário para uma série de problemas.

Além das questões de confiança, ao permitir que ambos tenham acesso ao dinheiro, existem razões práticas para permitir que os cônjuges compartilhem tarefas.

Mudança de emprego pode exigir que um dos cônjuges se adapte para o saldo diário das contas, enquanto doença, invalidez ou morte podem afetar drasticamente as finanças domésticas.

"Eu acho que ambos os lados devem fazer tudo. Eles deveriam fazer juntos, se reunirem para saber o que está acontecendo e não desistir ou abdicar de qualquer coisa, desde pagar contas até as questões de seguro", diz Berg.

Berg é a fundadora da Academy of Elder Law Attorneys and of Generation Bold, que ajuda as empresas na orientação de idosos. Seu trabalho também inclui o trabalho com casais mais jovens. No entanto, sua experiência permitiu desenvolver uma perspectiva a longo prazo mais ampla.

"Vejo (agora) pessoas muito mais maduras. Percebi quanta riqueza a mais é alcançada quando o casal une as forças até o fim", comenta Berg.

Dívidas: O elefante na sala

A dívida atual deve ser discutida em profundidade, enquanto discutem o futuro financeiro. De cartões de crédito até empréstimos estudantis. Essas são dívidas que ignoradas podem levar o jovem casal para um problema sério: a baixa pontuação de crédito.

"Um dos objetivos a ser definido antes do casamento é melhorar a pontuação de crédito. Isso pode significar a consolidação de um empréstimo, pagamento de dívidas ou corte dos cartões de crédito", explica Berg.

Se ela diz que é melhor adiar o casamento, significa melhorar a pontuação de crédito de ambos. Dívidas podem exigir pagamentos regulares. No entanto, isso não significa necessariamente que você tem que adiar a economia para a aposentadoria.

"Se o empregador contribui com 50%, é muito melhor pagar uma dívida de 6%. Isso não significa que você deve ignorar a sua dívida, mas deve haver um lugar para a aposentadoria a longo prazo", diz Martin Keil, gerente da Crowell, Weedon & Co., em Los Angeles.

Não espere para poupar

Formar uma família pode ser seu sonho, mas especialistas sugerem planejar e esperar o momento adequado para ter seus filhos e pensar nos seus netos. "Quanto mais cedo você começar (a poupar para a aposentadoria) vai ser melhor. Basta fazer os cálculos de juros. Muitas pessoas atrasam suas poupanças a longo prazo, quando se deveria começar imediatamente", justifica Keil.

Keil ainda diz que aproveitar os benefícios a longo prazo dos impostos e um fundo de confiança pode proteger os bens, mesmo para os jovens casais. Ele diz que a maneira mais simples é através do empregador. Gehring concorda.

"Sempre pense em colocar dinheiro em um plano de aposentadoria de uma empresa onde você possa receber uma contribuição do empregador, já que isso é parte do seu salário. Se você não está fazendo isso, está devolvendo o dinheiro ao seu empregador", afirma Gehring.

Seu plano financeiro deve incluir economias regulares de curto e longo prazo. Com uma gestão realista de lidar com o dinheiro com as férias, por exemplo, o futuro pode ser brilhante.

"As pessoas que fazem isso tem uma vida financeira estável e podem se aposentar muito jovem, a partir dos 40 anos. Basicamente, planejam sua própria previdência", diz Berg.

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