Da sala de reuniões para a maternidade

Escrito por julia forneris | Traduzido por gabriela vilas boas ornelas
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Novas mães enfrentam escolhas difíceis sobre o retorno ao trabalho e quando fazê-lo

Da sala de reuniões para a maternidade
Formar um vínculo com o novo bebê é um aspecto importante da maternidade (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Grande parte da angústia da decisão de ficar em casa ou voltar ao trabalho é não querer perder os momentos emocionantes da infância do filho, jogos da escola, jogos de futebol etc.

— Allison O'Kelly, fundadora e chefe executiva da Mom Corps

Alguns meios de comunicação querem nos fazer pensar que a transição para a maternidade é perfeita. Mas o que acontece depois que a mãe e o bebê voltam para casa? O período pós-parto consiste em dias cheios de ajustes, curvas de aprendizagem e muitas fraldas. Então, a decisão de voltar ao trabalho -- em caso de necessidade ou desejo -- é aquela que mais atormenta as mães. Para algumas, ficar em casa com seus bebês é uma possibilidade irresistível, para outras, a realidade econômica ou progressão na carreira pessoal acaba vencendo. Seja qual for a escolha, a transição para a maternidade vem com desafios, especialmente quando uma mulher troca o salto alto pelo babador.

Início do pós-parto

Da sala de reuniões para a maternidade
Especialistas sugerem que as mães fiquem em casa até seis meses depois do parto, se possível (Jupiterimages/Creatas/Getty Images)

Chegar no hospital grávida e voltar para casa com um bebê pode ser uma experiência surreal. As primeiras semanas após voltar para casa são cheias de ajustes, desde nivelamento hormonal até o início da relação mãe e bebê.

A maioria das licenças maternidades dura quatro meses, porém esse tempo parece não ser suficiente. O mínimo ideal seria de seis meses, disse Ann B. Chanler, uma psicóloga clínica. Pode levar de três a quatro meses para que o vínculo entre mãe e bebê se forme verdadeiramente e que a alegria da maternidade seja constante, ela disse.

Os novos sentimentos associados com a maternidade deixam as mulheres com alegrias e desafios, o que dificulta a decisão de voltar ao trabalho.

Permanecer em casa

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Ficar em casa é a opção preferida por algumas mães (BananaStock/BananaStock/Getty Images)

A decisão de ficar em casa para educar uma criança é complexa. É cada vez mais raro uma mãe tomar essa decisão. O levantamento deste pressuposto introduz questões - não há uma razão universal pela qual algumas mulheres ficam em casa, e nem só um tipo de experiência.

Para algumas mulheres , como Andrea Alexandre, esposa de um militar, dona de casa e mãe de gêmeos, ficar em casa com seus filhos era um sonho. Tendo trabalhado como professora durante vários anos, ela estava pronta para desafios diferentes e conhecia seus limites na criação de seu equilíbrio trabalho-vida pessoal.

"Eu estava ficando sem paciência até o final de cada dia de escola", disse ela. "Não há nenhuma maneira que eu, pessoalmente, conseguiria cuidar dos filhos sozinha se continuasse trabalhando."

Isso não quer dizer que ficar em casa não apresente certos desafios. Muitas mães perdem a interação social adulta e o estímulo mental que o local de trabalho permite .

"Conversar com as crianças durante todo o dia e ler 'Is your mother a llama?' 50 vezes pode fazer você se sentir fora de contato com o mundo ", disse Monica Whitney, uma mãe de três filhos. Mas Whitney não sente nenhuma pressão para voltar ao trabalho. Ela sabe que as crianças crescem e diz que ela provavelmente irá retornar para o trabalho quando for o momento certo para sua família.

"Eu quero ficar em casa com meus filhos porque eu sei que eu nunca vou conseguir esse tempo de volta", disse Whitney.

Para algumas mães, a escolha de ficar em casa é feita de outras formas. Elas podem ter perdido os seus empregos ou achar que o custo de cuidar da criança é grande demais para que o retorno ao trabalho seja financeiramente viável.

Allison O'Kelly, fundadora e chefe executiva da Mom Corps, tem visto uma tendência pequena, mas crescente de mães que optam por ficar em casa com as crianças. O'Kelly, cuja empresa de recursos humanos conecta empregadores com trabalhadores experientes à procura de emprego flexível, atribuiu isso a vários fatores, incluindo as perspectivas de emprego ruins, mas observou que parece haver uma maior mudança de atitude.

O estigma associado a ser uma dona de casa parece ter diminuído, disse ela. "Como mulheres, talvez a gente sinta que temos menos a provar aos nossos colegas do sexo masculino".

Voltando ao trabalho

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Mães que trabalham enfrentam desafios em fazer malabarismos com as duas funções. Pode ser difícil reajustar o papel profissional (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

Para outras mulheres, o retorno ao trabalho depois de ter um bebê é sempre uma certeza, por necessidade ou prazer ao trabalho. Algumas tiram algumas semanas de licença de maternidade, e outras, se as finanças e o trabalho permitem, permanecem por mais tempo.

Quanto mais tempo uma mulher espera para retornar ao local de trabalho, no entanto, mais difícil pode ser o retorno. A nova "identidade de mãe" que algumas mulheres formam pode eclipsar com a identidade profissional que elas tinham antes de se tornarem mães. Isso pode fazer a volta ao mercado de trabalho mais difícil, psicologicamente e na prática, disse Chanler. "Quanto mais tempo ela espera, maior a probabilidade de que ela terá que mudar de carreira ou perderá o ritmo de trabalho que tinha antes de se tornar uma mãe."

A satisfação de uma mulher no retorno ao trabalho depende muito de saber se a decisão é pessoal ou ditada pela necessidade. Geralmente, se a escolha for voluntária, o arrependimento é mínimo, disse Chanler. Embora as primeiras semanas da volta ao trabalho depois de ter um bebê possam ser difíceis, sentimentos de culpa e frustração são normais e geralmente desaparecem. Caso contrário, muitas vezes é o resultado da nova mãe ter sido forçada a voltar ao trabalho.

Não é incomum para as mulheres ficarem em casa por um tempo e, em seguida, retornar para o local de trabalho. Chanler disse que a maioria delas é capaz de dizer dentro de um ano se estão satisfeitas em ficar em casa cuidando do bebê.

"Eu sempre planejei voltar ao trabalho depois de ficar em casa por um ano", disse Polina Bodner Shapiro, advogada e mãe de um filho. "Eu senti falta de trabalhar. Eu realmente gosto do que eu faço, e ser uma dona de casa simplesmente não é para mim. "

Influências

Seja consciente ou inconscientemente, a infância de uma mulher e as pessoas ao seu redor desempenham um papel importante em moldar o que ela sente ser o caminho "certo" para a maternidade, incluindo a questão do retorno ao trabalho. "Tanto meu marido quanto eu crescemos com nossas mães em casa e nós quisemos oferecer isso aos nossos filhos", disse Alexander.

Embora Shapiro tenha decidido recentemente voltar ao trabalho, ela se lembra de ouvir de pessoas ao seu redor que o primeiro ano de uma criança é importante no desenvolvimento de um vínculo. "Eu realmente queria usar meu tempo para desfrutar de maternidade e aprender sobre tudo associado a ela", disse ela .

Algumas mães lutam com a realidade financeira de precisar trabalhar. Outras sentem uma pressão diferente se os seus companheiros acham importante para a família sua permanência em casa.

"Grande parte da angústia da decisão de ficar em casa ou voltar ao trabalho é não querer perder os momentos emocionantes da infância de seu filho, jogos escolares, jogos de futebol etc ", disse O'Kelly. "Não é que elas [mães] não queiram trabalhar, muito pelo contrário, o que aumenta o estresse da decisão."

Se uma mulher fica em casa ou volta a trabalhar em alguma função, O'Kelly recomenda que a decisão seja informada e que se comprometa a ela. Isso não significa que a decisão tenha que ser para sempre, mas vai ajudar a criar uma dinâmica segura para a mãe e sua família .

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