A saúde do coração é sacudida por uma xícara de café

Escrito por sarah bahari | Traduzido por natalia peres
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Esta bebida matinal omnipresente pode beneficiar seu coração

A saúde do coração é sacudida por uma xícara de café
O café é repleto de antioxidantes, o que significa que a sua xícara para acordar de manhã pode manter seu motor funcionando por muito mais tempo do que você imagina. (Jupiterimages/BananaStock/Getty Images)

Muitas pessoas não percebem que o café é a maior fonte de antioxidantes em sua dieta.

— Dr. Donald Hensrud, presidente de medicina preventiva, ocupacional e aeroespacial na clínica Mayo

Vá em frente... tome aquela segunda xícara de café. Pesquisas descobriram que o café apresenta uma longa lista de benefícios potenciais à saúde, incluindo a possibilidade de reduzir o risco de diabetes, doença cardíaca, doença de Parkinson, a cirrose do fígado e até mesmo a doença de Alzheimer. Por quê? A resposta pode estar no exército de antioxidantes que o café contém. "Muitas pessoas não percebem que o café é a maior fonte de antioxidantes em sua dieta", diz o Dr. Donald Hensrud, presidente de medicina preventiva, ocupacional e aeroespacial na clínica Mayo de Rochester, Minnesota.

A pesquisa

Vários estudos mostraram que o café faz bem para o coração. O estudo "Iowa Women's Health Study", em andamento desde maio de 2011, acompanhou 27.000 mulheres entre 55 e 69 anos. Nesse estudo, pesquisadores da Universidade de Minnesota descobriram que mulheres que bebem de uma a três xícaras de café por dia reduzem seus riscos de doenças cardíacas em 24% comparado com aquelas que não tomam café.

Em um estudo realizado na Universidade Autônoma da Espanha de Madri, pesquisadores observaram 129.000 homens e mulheres, por volta dos 20 anos de idade, e descobriram que os participantes do estudo que consomem algumas xícaras de café todo dia têm menos probabilidade de morrer de doença cardíaca do que aqueles que não consomem. Entre as mulheres que participaram do estudo, aquelas que bebem de quatro a cinco xícaras por dia tem 34% menos chance de morrer de doenças cardíacas do que aquelas que não bebem café. Homens que bebem cinco xícaras têm 44% menos chance de morrer de doenças cardíacas do que os que não bebem.

Com significado mais aparente, no entanto, foi observada uma diminuição global na taxa de mortalidade dos participantes que bebem café.

De acordo com um artigo publicado pelo site NewScientist.com, os pesquisadores notaram que o mesmo grupo de mulheres que bebem café tiveram 26% menos mortes por qualquer causa durante o período do estudo, e houve 35% menos mortes por qualquer causa entre o mesmo grupo de homens que bebem café.

Os relatórios de conclusão do estudo apareceram durante o verão de 2008. Naquela época, Esther Lopez-Garcia, epidemiologista da Universidade Autônoma e líder do estudo, advertiu contra atitudes baseadas nas conclusões até que a investigação adicional foi conduzida.

Os pesquisadores ainda estão tentando determinar exatamente por que o café pode ser benéfico, mas parece que os antioxidantes podem ajudar a bloquear inflamações e limitar os danos celulares, os quais estão associados a doenças cardiovasculares, diz Hensrud.

Os antioxidantes do café são conhecidos como polifenóis e eles também são encontrados em frutas, legumes, vinho tinto e chocolate. Um estudo de 2005 descobriu que os americanos obtém muito mais antioxidantes do café do que de qualquer outra fonte.

Quanto?

Os médicos dizem que não existe um número mágico, mas os benefícios de beber café parecem se estabilizar depois de seis xícaras. Isso não significa que todo mundo deva tomar seis xícaras por dia, diz o Dr. John P. Higgins, um cardiologista e professor assistente de medicina na Escola de Medicina da Universidade do Texas, Houston. Em um estudo recente, Higgins descobriu que mais de 200 miligramas de cafeina, a quantidade encontrada em cerca de duas xícaras de café, pode fazer o batimento cardíaco acelerar e a pressão sanguínea subir.

"Não há nada de errado com o café, se moderado", diz Higging. "Mas cafeína em excesso pode ter efeitos adversos até mesmo em pessoas jovens e saudáveis".

A cafeína pode atrapalhar o sono, pois bloqueia a liberação de adenosina, uma substância química que se acredita que induz a sonolência, disse o Dr. Richard Castriotta, diretor médico do Centro de Distúrbios do Sono no Hospital Memorial Hermann, Houston. Alguns são mais afetados do que outros, podendo o efeito de uma xícara de café durar em média de três a sete horas. Algumas pessoas são afetadas por até 14 horas.

"Nós vemos pessoas que sofrem de insônia se prendendo em um ciclo vicioso", diz Castriotta, que também é professor de medicina no Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas. "Eles precisam de cafeína para funcionar durante o dia, mas ela atrapalha o ciclo de sono deles durante a noite".

Castriotta recomenda que pacientes que sofrem de insônia evitem cafeína. Uma vez que o problema for resolvido, reintroduza-a lentamente, para determinar se esta é a causa da insônia.

Os adolescentes formam um outro grupo que pode ser mais sensível aos efeitos negativos da cafeína, tais como irritabilidade ou sonolência. "Se as crianças estão bebendo café o tempo todo em vez de leite e água, isso pode ser um problema", diz Hensrud.

Ciência mutável

Se tem dificuldade em aceitar as mais recentes opiniões sobre o café, você não está sozinho. Durante anos, o café foi ligado ao aumento das taxas de câncer de pâncreas, doença cardíaca e pressão arterial elevada.

Por que a mudança repentina? Os médicos e pesquisadores citam algumas razões.

"A medicina, especialmente a ciência da nutrição, está constantemente mudando a medida que aprendemos mais", diz Hensrud.

O café é particularmente complexo, diz ele, contendo centenas de compostos diferentes, alguns dos quais - como os antioxidantes - que são benéficos. Alguns, contudo, não são. E pessoas diferentes metabolizam a mesma substância de formas diferentes. Além disso, acrescentou Hensrud, pesquisas anteriores nem sempre levam em conta comportamentos de alto risco, como beber e fumar, que muitas vezes andam de mãos dadas com o consumo pesado de café.

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