Técnicas de laboratório para preservação de fósseis

Escrito por dan antony | Traduzido por maria renata c. m. siqueira
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Técnicas de laboratório para preservação de fósseis
O trabalho feito no fóssil deve ser executado com cuidado e lentamente (fossil image by Iva Janiga from Fotolia.com)

Os dois elementos chaves do estudo dos fósseis são preparação (limpá-lo da matriz de pedra e poeira), e preservação ou conservação. O objetivo é apresentar o fóssil final inteiro e estabilizado para prevenir futuros danos. É um trabalho delicado e meticuloso, feito lenta e cuidadosamente.

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Preparação

A preservação começa com a preparação, limpá-lo da matriz de pedras e minerais para revelar o fóssil escondido atrás de tudo aquilo. Existem quatro tipos de ferramentas de preparação. As ferramentas de percussão são manuais, como marretas e cinzéis, facas, agulhas de metal, e ferramentas com dentes. As ferramentas pneumáticas, rotatórias e recíprocas são pequenos martelos pneumáticos, discos de polir ou polidores. Os abrasivos a base de ar são ferramentas de jateamento de areia que usam ar comprimido e fortes pós-abrasivos como óxido de alumínio ou carbonetos de silício. Os ultrassônicos são jatos com soluções detergentes que aturdem a matriz. É claro que os técnicos também improvisam. Eles usam lixas, fios dentais, furadeiras de dente e ferramentas Burgess (gravadores manuais como os usados por joalheiros) e pincéis de cerda de latão.

Consolidantes

Os técnicos pincelam a mão ou simplesmente mergulham o fóssil em um consolidante. Este é um endurecedor que evita a deterioração do fóssil. O técnico aplica o consolidante até que pare de penetrar no fóssil, isto é, quando todas as cavidades, fissuras e fendas estão saturadas. Um tipo de consolidante é a variedade de resina pura. Estes são particularmente úteis fósseis duros e há muito calcificados, como ossos de dinossauros e trilobytes. Estes consolidantes e resinas são misturadas com um solvente como acetona, que evapora rapidamente, deixando a resina. Um consolidante popular é a resina de polivinil-butiral (PVB, disponível comercialmente como Butvar) dissolvido em acetona. Dois outros consolidantes comuns são polímero acrílico (disponível comercialmente como Acryloid B-72) e de acetato de polivinilo (que se encontra na cola Elmer). Acryloid vem ganhando popularidade, já que seca muito duro. Um segundo tipo de consolidante é o em emulsão, para uso em amostras molhadas, ou que contém umidade (como um osso de um mamute da Era do Gelo). Estes são simplesmente os tipos de resina pura dissolvidos em água.

Secando

Consolidantes de resina pura devem ser usados em fósseis completamente secos. Qualquer contato com a água amolece o consolidante e apresenta o risco de bactérias. Owen Green, autor de "“A Manual of Practical Laboratory and Field Techniques in Palaeobiology", aconselha colocar o fóssil em um forno de 30 a 50 graus Celsius por 12 horas. Estas temperaturas são típicas dos locais que você encontraria, como África, Iraque, China ou Vale da Morte, na Califórnia, que são lugares secos onde os fósseis são tipicamente encontrados.

Adesivos

Os fósseis lascam, racham ou quebram com a manipulação, tornando-se necessário colá-los - ou o cientista pode desejar colar dois fragmentos do mesmo osso. Esta parte do trabalho é meticulosa. O técnico encarregado de preparar o fóssil deve substituir cada rachadura e lasca que se separa do fóssil quando a matriz for removida. Surpreendentemente, colas rápidas estão presentes em praticamente todos os laboratórios de paleobiologia. Epóxis permanentes fazem o trabalho muito bem, mas de forma permanente. Os cientistas preferem adesivos que podem ser removidos e, portanto, não fazem qualquer mudança permanente no fóssil. Alguns técnicos simplesmente usam cola Elmer, que é uma emulsão de acetato de polivinilo; esta seca de maneira mais clara, e é de fácil remoção. Todos os consolidantes à base de resina, em suas formas concentradas, são excelentes adesivos de efeito reversível.

Armazenamento

Todos os itens acima apresentam e preservam o fóssil; a outra parte da preservação é prover um ambiente apropriado e de longa duração para o armazenamento. Estes são os equivalentes científicos das adegas de vinho e dos umidificadores de temperatura e umidade, que controlam o ambiente fornecendo um meio fresco e seco, sem poluentes, luz natural e risco de danos causados pela vibração.

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