Tratamento para neuropatia induzida pela quimioterapia

Escrito por m. gideon hoyle | Traduzido por débora sousa
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A neuropatia periférica induzida pela quimioterapia, ou NPIQ, é o termo usado para descrever os danos nos nervos dos braços, pernas, mãos e pés decorrentes da quimioterapia. Dependendo de sua gravidade, a doença pode ser uma inconveniência dolorosa e temporária de um tratamento para salvar a vida ou uma complicação com risco de morte. Há muitas informações sobre diversos aspectos da neuropatia causada pela quimioterapia, e você e seu médico possuem uma gama de opções para a prevenção ou o tratamento.

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Sintomas

A neuropatia induzida pela quimioterapia pode aparecer em qualquer momento durante o tratamento. Seus sintomas incluem sensação de queimação, dor, dormência, formigamento, contração muscular, problemas de equilíbrio, aumento da sensibilidade da temperatura, constipação, flutuações da pressão arterial e dificuldade para engolir. Frequentemente, as sensações alteradas nas mãos ou nos pés aparecem simultaneamente em ambos os lados do corpo. A doença pode afetar o desempenho de quaisquer atividades envolvendo os braços ou as pernas, incluindo a capacidade de andar ou vestir-se. Em suas formas mais perigosas, a neuropatia causada pela quimioterapia pode levar a dificuldades respiratórias, paralisia ou insuficiência do órgão. Se você estiver passando por quimioterapia e sofrer alguns sintomas da doença, avise seu médico imediatamente. Apesar de existirem muitas causas potenciais dessas queixas, é melhor prevenir o quanto antes.

Possível prevenção

Você pode tomar medidas para evitar os problemas da neuropatia. Primeiro, os pesquisadores sabem que certas classes de remédios da quimioterapia apresentam maiores riscos de efeitos colaterais para a neuropatia. Eles incluem: compostos taxanos como paclitaxel e docetaxel (os nomes de marca são Taxol e Taxotere), compostos contendo platina como a carboplatina, cisplatina e oxaliplatina, compostos de epotilona como ixabepilone (marca Ixempra), alcaloides como a vincristina, vinblastina e vinorelbine, lenalidomida (Revlimid); talidomida (Thalomid) e bortezomibe (Velcade). Pergunte ao seu médico se você está sendo tratado com algum destes medicamentos. Se estiver, é recomendável perguntar se está disponível algum substituto eficaz.

Mesmo que não haja bons substitutos, o médico pode ser capaz de reduzir os riscos, alterando a forma que as suas doses de quimioterapia são administradas. Por exemplo, uma grande dose única pode ser administrada em doses menores e mais manejáveis. Além disso, um único tratamento pode ser administrado durante um longo período de tempo. Ambos estes métodos podem reduzir os efeitos tóxicos da medicação e possivelmente ajudam a evitar problemas nervosos.

Alguns outros tratamentos complementares também podem ajudar a prevenir a neuropatia, embora a evidência atual seja misturado na melhor das hipóteses. Escolhas possíveis incluem a vitamina E, anticonvulsivos e infusões que combinam cálcio e magnésio. Consulte o seu médico antes de explorar essas opções.

Opções de tratamento

Se você já tiver neuropatia induzida pela quimioterapia, estão disponíveis uma série de potenciais tratamentos. Em primeiro lugar, veja se outros tratamentos de quimioterapia estão disponíveis. Alterar os medicamentos pode resolver seus problemas. Se não existirem outras opções, é possível que a doença seja uma reação de curto prazo para o seu tratamento e ela desaparecerá sozinha. Isso pode acontecer em algumas semanas, alguns meses ou pode até não acontecer. Se os sintomas persistirem, os médicos podem tentar aliviar sua dor usando esteroides, anticonvulsivos ou pequenas doses de antidepressivos. Por vezes, os casos mais graves são tratados com drogas à base de opiáceos. Outras terapias potencialmente úteis incluem biofeedback, acupuntura, fisioterapia, terapia ocupacional e terapia de relaxamento.

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