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Adaptações dos organismos do deserto que conservam água

O longo processo de evolução ajuda os organismos do deserto a adaptarem-se ao seu clima quente, árido e seco. Certas habilidades e mecanismos dos organismos ajudam os animais e as plantas do deserto a conservarem água em seus corpos. Isso não quer dizer que eles raramente precisam de água; se um animal ficar várias semanas, por exemplo, sem água, ele morrerá. Entretanto, a maioria dos organismos consegue utilizar a água que consome com eficácia e por um período de tempo mais longo.

Os camelos são um exemplo clássico de animal que se adaptou ao deserto (Sam Robinson/Photodisc/Getty Images)

Evite o calor

Um comportamento simples que a maioria dos animais adota no deserto é simplesmente evitar o calor. Muitos, como os roedores ou as cobras, criam pequenos abrigos subterrâneos na areia para protegê-los do calor e servir de casa. Além disso, muitos animais encontrados no deserto são biologicamente noturnos; seu relógio biológico permite que fiquem acordados à noite, quando é mais fresco, permitindo que durmam durante o dia. As corujas e os morcegos são dois exemplos de animais de deserto noturnos.

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Armazenar e preservar a água

Muitos animais do deserto evoluíram para armazenar água em seus depósitos de gordura. O monstro-de-gila, por exemplo, um lagarto do deserto, armazena a maior parte da água na sua cauda. Uma outra estratégia usada pelos animais do deserto é preservar a água existente. Um traço evolutivo comum de muitos animais é absorver a água do alimento de uma forma mais eficiente. Isso geralmente significa que os animais do deserto removem do organismo os resíduos sólidos que não possuem água.

Partes do corpo que dissipam calor

Provavelmente, um dos traços evolutivos mais singulares que alguns animais do deserto possuem é o desenvolvimento de apêndices ou partes exclusivas que ajudam a dissipar o calor de seus corpos. Um dos melhores exemplos é o camelo. Ele possui ou ou duas corcovas nas costas que são recheadas com grande parte de toda a sua gordura corporal. Isso significa que o camelo tem pouca gordura distribuída pelo corpo. Outros exemplos singulares incluem partes grandes e finas nos corpos para resfriamento do sangue. Muitos coelhos de deserto, por exemplo, possuem orelhas relativamente longas. Isso permite que seu sangue flua para cima nesse tecido, diminuindo a temperatura interna do sangue à medida em que desce de volta para o corpo.

Estivação

A estivação é o termo biológico para os animais que reduzem seu metabolismo durante os meses quentes do ano. Ela equivale à hibernação, mas ocorre durante o calor. Quando esquenta muito, os animais reduzem seu metabolismo a um ponto em que ele basicamente dorme durante esse período. O animal esconde-se em uma toca, sob a areia, em uma caverna ou debaixo de pedras e começa a reduzir seu metabolismo até dormir. Existem registros de animais de deserto, como tartarugas, sapos, esquilos e aranhas, estivando durante os meses mais quentes do ano.

Adaptações das plantas

Muitas plantas se adaptam relativamente mais fácil ao ambiente do deserto. Isso ocorre somente porque os animais, com órgãos internos e uma bioquímica mais complexa, precisam de um certo nível de homeostasia térmica para sobreviver. No deserto, a maioria das plantas, como o cacto, possui uma casca resistente que retém água. As plantas também armazenam a maior parte de sua água nas raízes subterrâneas. Isso permite que a água não evapore. As plantas também são maiores, verticalmente falando, no deserto. Isso permite que a luz do sol se dissipe ao longo de uma estrutura corporal grande e não em um objeto pequeno.

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Referências

Recursos

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