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Répteis: como o sistema circulatório e urinário funcionam juntos

A água é necessária para qualquer forma de vida. É como o combustível para os automóveis. Os humanos a utilizam dessa maneira e também para expelir seus dejetos, como ocorre em um carro antigo. Os répteis, por um outro lado, desenvolveram-se em ambientes áridos, onde a água está menos disponível. Eles usam essa substância de uma maneira similar a um motor híbrido, racionando-a sempre que podem, além de minimizar a eliminação das toxinas.

Os sistemas circulatórios dos répteis são complicados (reptile image by Frédéric Prochasson from Fotolia.com)

Fluxo

Na maioria dos animais, o sistema circulatório é um simples circuito. O sangue passa através do coração, desce para as artérias por todo o corpo e volta ao coração pelas veias. Nesse percurso, esse sangue ainda vai para os rins, onde o oxigênio é retirado dos vasos sanguíneos e os dejetos são liberados. O sistema urinário é igualmente simples. Os rins produzem dois subprodutos químicos e tóxicos: a ureia e a amônia. Esses venenos são dissolvidos em água, criando a urina, que é coletada pela bexiga antes de ser liberada.

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Sistema urinário réptil

Muitos répteis, especialmente aqueles de estimação, realizam essa atividade de uma outra forma. Ao invés de usarem a água para dissolver seus dejetos, eles criaram uma terceira toxina química: o ácido úrico. É por isso que, além da urina clara, ainda há a excreção de uma substância branca e calcária.

Sistema porta renal

Enquanto a maioria dos animais têm um sistema circulatório unificado, os répteis possuem um que é segmentado, como dois sistemas grandes que apenas se interceptam em uma região. Quando o sangue sai do coração do réptil, um pouco vai para o sistema normal e a outra porção segue para o sistema porta renal. Esse segundo trajeto atravessa a metade inferior do corpo por uma veia que se divide em duas direções.

Percursos

Essa veia determina o fluxo corporal na última etapa do caminho. Um trajeto entra nos rins, antes de retornar ao coração. Já o outro, é uma linha direta que ultrapassa os rins. A presença de uma válvula dentro dessa veia estabelece a proporção de sangue que segue por cada trajeto. Se o réptil está desidratado, apenas uma pequena quantidade de sangue vai para os rins, minimizando a porção de água que será perdida para a produção do ácido úrico.

Répteis doentes

O único momento que o sistema porta renal atrapalha os donos desses animais é durante a aplicação de medicamentos. Uma vez que o sangue da metade traseira está presa pela parte frontal do bicho, qualquer substância injetada é canalizada direto para os rins, prejudicando o órgão. Remédios para lagartos e tartarugas podem ser administrados pelos membros dianteiros, para serem dispersados por todo corpo, antes de alcançarem os rins.

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Referências

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