Antigos sarcófagos romanos de calcário

Escrito por james holloway Google | Traduzido por angela spada
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Antigos sarcófagos romanos de calcário
Esculturas decorativas eram comuns em sarcófagos como este (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Embora a maioria dos romanos praticasse a cremação, alguns sepultamentos eram feitos em sarcófagos. Enquanto alguns sarcófagos eram feitos de mármore, muitos outros eram feitos de calcário. De fato, a palavra sarcófago vem do grego, "lithos sarkophagos", que significa "pedra devoradora da carne", isto porque supostamente ajudava a decompor a carne dos corpos enterrados em seu interior.

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Origens

Os romanos não foram a única cultura a usar o calcário para sarcófagos. Os fenícios já esculpiam os sarcófagos de calcário, como o do rei Hiram, atualmente no Museu Nacional de Beirute, no século XI a.C, mas outras culturas mediterrâneas também os usavam. O sarcófago de Amatus, um sarcófago de de calcário da ilha de Chipre, atualmente exposto no Museu Metropolitano de Nova York, foi decorado com esculturas, e provavelmente foi usado como parte de um funeral real. Da mesma forma, em Roma, esses elaborados receptáculos eram usados em funerais de indivíduos de classe alta. A cremação era um tipo de prática funerária mais comum no mundo romano, e as cinzas do falecido eram depositadas em uma urna funerária, que era colocada em um santuário chamado de columbário.

Decoração

É fácil esculpir no calcário e, no mundo antigo, este era usado para fazer muito tipos de escultura. Consequentemente, muitas vezes, o sarcófago de calcário era decorado com elaboradas cenas esculpidas. Geralmente eram representadas cenas da mitologia, como a Guerra de Troia ou os atos dos deuses. Cenas de caça ou batalha também eram temas comuns. Normalmente, os sarcófagos eram exibidos acima do solo em vez de serem enterrados. Portanto, as esculturas eram visíveis aos transeuntes, preservando a reputação do falecido para a posteridade. Alguns sarcófagos não eram decorados.

Prática funerária cristã

À medida que o cristianismo se difundia pelo Império Romano, as atitudes cristãs em relação à morte e ao funeral se tornaram mais comuns. Como os cristãos preferiam enterrar seus mortos, os sarcófagos elaborados se tornaram menos comuns, mas não desapareceram por completo. Foram descobertos sarcófagos do período romano tardio esculpidos com representações detalhadas de cenas da Bíblia, proclamando a fé cristã do falecido. Por exemplo, um sarcófago de calcário de Constantinopla, datado de cerca de 400 d.C. mostra dois anjos segurando um monograma cristão.

Os sarcófagos romanos de calcário hoje

Os sarcófagos romanos de calcário ainda estão sendo descobertos hoje em todas as partes do antigo Império Romano. Em 2006, arqueólogos britânicos descobriram em Londres o funeral de um indivíduo em um sarcófago de calcário. Entre os sarcófagos famosos, em museus, estão o Sarcófago de Badminton, que é esculpido com um relevo do Triunfo de Dionísio, assim como imagens das quatro estações. Descoberto na Grã-Bretanha, encontra-se atualmente no Museu Metropolitano de Nova York.

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