Centrais de telefone nos anos 50

Escrito por mary simpson | Traduzido por alexandre lima
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Centrais de telefone nos anos 50
Centrais antigas como essa foram trocadas nos anos 50 pela primeira leva de unidades modernas (old telephone switchboard image by Yali Shi from Fotolia.com)

O serviço telefônico passou por mudanças radicais nos anos 50. No começo da década, a maioria dos domicílios compartilhava suas linhas com os vizinhos, e os números de telefone consistiam de um prefixo seguido de quatro números. Em 1959, de acordo com a AT&T, mais pessoas tinham linhas pessoais, os números cresceram para 7 dígitos e as chamadas diretas, sem passar pelos telefonistas, foram adicionadas. As centrais que eram usadas pelos consumidores e empresas foram trocadas por mecanismos mais sofisticados.

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Central de secretária eletrônica

Pelo fato de alguns consumidores, como os médicos, precisarem de secretárias eletrônicas funcionando 24 horas por dia e as empresas não conseguirem entregar esse serviço, nos anos 50 começaram a aparecer serviços de secretária eletrônica. Uma central especial para essa funcionalidade, a 557A, foi introduzida em 1955. Ao fim de um dia de trabalho, a recepcionista do médico pressionava um botão de transferências. Enquanto o botão ficasse nessa posição, as chamadas seriam transferidas para o serviço de secretária da central do 557A. Como aquela grande quantidade de cabos não seria necessária, um sistema de identificação foi instalado e podia acomodar até 100 linhas transferidas.

Roteamento automático de longa distância

O toque de chamada foi introduzido nos anos 1950, substituindo a voz do operador que dizia "Número, por favor". As chamadas de longas distâncias se tornaram automáticas nessa época. Isso fez com que um único operador pudesse construir a conexão necessária digitando uma sequência de códigos para ativar o comutador eletromagnético. Em uma década, os códigos de área tornariam esse procedimento obsoleto. A central No. 4 foi usada primeiramente pela AT&T para o roteamento automático. A companhia modificou essa central, produzindo o modelo No. 4A, tornando as ligações de longas distâncias possíveis.

Sistemas privados de trocas ramificadas

Um sistema privado de trocas ramificadas, conhecido como PBX, são as múltiplas linhas que permitem a comunicação interna entre empregados. Até o início dos anos 50, 20 linhas era o máximo que um sistema desse tipo suportava. Vários outros modelos de PBX surgiram nos anos 50, a maioria com capacidades maiores que seus antecessores. Um sistema popular, a central 756, oferecia até 60 linhas. Apesar de ser relativamente compacto, ele se mostrava mais confiável e silencioso que os sistemas anteriores. A central PBX 608 da Western Electric foi construída para substituir as centrais predecessoras. Capaz de suportar até 2400 linhas, ela tinha uma construção modular, o que facilitava a troca de peças defeituosas. Novos materiais, como plástico e fibra de vidro, foram usados na sua construção, no lugar da tradicional madeira. As centrais PBX sem fio da série 507 chegaram em 1952. Muito menores que uma PBX normal, a sem fio ocupava menos espaço na mesa do recepcionista, mas suportava apenas 12 linhas. Essas primeiras unidades sem fio eram úteis apenas para pequenos escritórios com pouco tráfego telefônico.

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