Saúde

Convulsões tônico-clônicas em crianças

Escrito por edward j. lamb | Traduzido por anderson gandor
Convulsões tônico-clônicas em crianças

Convulsões tônico-clônicas, ou grande mal, ocorrem com mais frequência em crianças mais novas

National Institutes of Health

Convulsões tônico-clônicas, ou grande mal, ocorrem com mais frequência em crianças mais novas. Elas geralmente perdem a consciência, sujam-se e movem-se incontrolavelmente por diversos minutos. Os pais ou outro cuidadores devem compreender como manter as crianças em segurança durante essa condição e quando devem procurar cuidados médicos além dos primeiros socorros para a crianças que estiver convulsionando.

Outras pessoas estão lendo

Causas

Todas as convulsões tônico-clônicas ocorrem quando uma mal funcionamento acontece em grande parte da rede de sinapses que transmite sinais elétricos ao longo do cérebro e para ele. A causa do mal funcionamento varia em cada pessoa, portanto é possível que nunca se descubra o que causou a convulsão. Os médicos classificam as convulsões sem causa conhecida, como "idiopáticas". As causas reconhecidas de convulsões tônico-clônicas incluem febres altas e rápidas, epilepsia, lesão cerebral, infecções, derrame, falência dos rins, tumores cerebrais, desequilíbrio eletrolítico, desnutrição e overdose de álcool ou drogas ou abstinência aguda.

Prevalência

Nos Estados Unidos, estatísticas compiladas pela Epilepsy Foundation (Fundação de Epilepsia) indicam que crianças estão mais predispostas a convulsões idiopáticas, epiléticas e febris. Dos 300 mil americanos que sofrem a primeira convulsão a cada ano, 120 mil são crianças menores do que 18 anos, e destas, 100 mil estão abaixo dos cinco anos de idade. Cerca de 45 mil crianças com idades menores do que 15 anos são diagnosticadas com epilepsia a cada ano, mas nem todas sofrem de convulsões tônico-clônicas. A Epilepsy Foundation observa que a convulsão tônico-clônica ocorre com mais frequência em crianças abaixo dos 10 anos de idade.

Aura

Antes do início de uma convulsão, uma criança pode reclamar do sabor ou do odor dos alimentos, sentir-se tonta ou com a visão turva. Os médicos chamam estas alterações sensoriais, assim como as leves alucinações, de "aura". Uma vez que a criança desenvolve a aura, pais ou cuidadores precisam iniciar as preparações para a ocorrência de uma convulsão. Ela não pode ser evitada, mas a criança deve, se possível, ser movida para um local privado livre de objetos que possam machucá-la em caso de queda.

Sintomas da convulsão

Uma convulsão tônico-clônica possui duas fases distintas. Durante a fase tônica - que dura menos de um minuto, geralmente — a criança irá respirar lentamente podendo parar de respirar ao mesmo tempo. Se a respiração voltar após a convulsão, não são necessárias medidas ressuscitativas. Elas também podem ficar tensionadas ao ponto de rigidez e podem quase desmaiar. A perda do controle muscular pode fazer com que a criança urine ou defeque nas roupas. A fase clônica de uma convulsão é marcada por rapidas e fortes contrações de diferentes músculos. As crianças podem morder a língua ou a parte interior de suas bocas e isso pode continuar por dois ou três minutos, com movimentos de arranque se tornando menos frequentes e menos severos à medidad que a fase tônica passa. A criança pode permanecer inconsciente por diversos minutos após a interrupção da convulsão.

Sintomas pós-convulsão

As crianças não irão se lembrar do que aconteceu durante a convulsão tônico-clônica e quase sempre ficarão cansadas, fracas e confusas quando recobrarem a consciência. Fraqueza geral pode persistir por até dois dias e a crianças pode queixar-se de dores de cabeça após a convulsão.

Primeiros socorros

A Epilepsy Foundation alerta que os pais ou cuidadores não insiram objetos na boca da criança durante um convulsão tônico-clônica. Qualquer coisa que for colocada na boca da criança durante a convulsão, com a intenção de manter as vias aéreas abertas ou evitar lesões por mordidas, pode causas sufocamento. O melhor método para proteção da criança durante uma convulsão tônico-clônica é posicioná-la de lado, afrouxar as roupas, lutar contra o ímpeto de deter a criança e assegurar-se de que a boca esteja livre de qualquer obstrução, inserindo um dos dedos, se for necessário. Apenas realize respiração se a criança não estiver respirando por conta própria, depois que a fase clônica tiver passado. Por último, a Fundação da Epilepsia avisa "Tranquilize e apoie a criança quando a sua consciência retornar".

Procure cuidados médicos

Os parentes ou cuidadores devem procurar cuidados médicos para qualquer criança que tenha passado pela experiência de uma convulsão tônico-clônica. Crianças com um histórico de convulsões devem procurar seu médico se as convulsões durarem um tempo maior do que o usual, se experimentarem novos sintomas como vômito ou perda de cabelos, ou se tiverem mais de uma convulsão sucessivamente.

Mais galerias de fotos

Comentários

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível

Direitos autorais © 1999-2014 Demand Media, Inc.

O uso deste site constitui plena aceitação dos Termos de Uso e Política de privacidade de eHow. Ad Choices pt-BR

Demand Media