Tecnologia

O que são crimes virtuais?

Escrito por jason chavis | Traduzido por eduardo horst maidana
O que são crimes virtuais?

Com o aumento do uso da internet, crimes por esse meio de comunicação vêm se tornando cada vez mais comuns

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Crimes virtuais são um desafio crescente no futuro da internet. Como a infraestrutura mundial está se tornando mais centralizada, os problemas potenciais se tornam ainda maiores. Fraudes, extorsões, pornografia infantil e ciberterrorismo estão se tornando cada vez mais comuns por todo o mundo. As autoridades tentam controlar essas situações, mas a falta de legislação e os avanços crescentes em tecnologia impedem o tratamento apropriado desses crimes.

Função

Os crimes virtuais podem variar amplamente em intenção e severidade e são realizados por indivíduos ou grupos usando um computador ou rede para cometer atos considerados criminosos. Hackers, pirataria, pornografia infantil e ciberterrorismo são exemplos comuns de crimes cometidos utilizando computadores. Contudo, vários dos crimes modernos são roubo de identidade ou fraude. Esquemas elaborados conhecidos como "phishing" (do inglês fishing, pescar) -- fazer golpes para adquirir informações de usuários -- têm destruído a segurança financeira de muitos indivíduos. Um dos maiores desafios dos crimes virtuais é a falta de uma legislação adequada. A tecnologia anda mais rápido que a legislação. Além disso, as autoridades, frequentemente, interpretam mal as consequências desses crimes. Muitos países consideram um crime como um ato físico, de forma que a perda ou roubo de informações podem não ser considerados atos criminosos.

Tipos

Alguns dos crimes mais comumente cometidos na internet ou através de computadores envolvem a destruição intencional ou apreensão de informações. Os vírus são a forma mais comum de lançar ataques a uma rede e envolvem um código escrito para causar uma forma de corrupção dos dados. Cavalos de troia são programas ou aplicações que são baixados para algum fim mas que, depois da instalação, funcionam de maneira diferente, geralmente, levando problemas ao sistema. Vírus do tipo "bomba-relógio" são programas carregados em um sistema que permanecem dormentes e, depois de um certo número de reinicializações, são executados, causando, geralmente, uma falha completa do sistema. Uma forma similar desse vírus é chamado "bomba lógica" e ataca somente com a entrada ou deleção de certos arquivos ou aplicações. Todas essas formas de código são criadas por um usuário com intenções maliciosas. É difícil identificar o autor do crime, devido à natureza rotativa desses ataques.

Significância

O assédio e perseguição virtual se tornaram um sério problema. Com o crescimento do interesse em redes sociais, as pessoas se tornaram mais interessadas na imagem virtual de certas pessoas e começaram a seguir seus movimentos virtuais. Isso pode ser um caso de mera fascinação ou aliciamento, no qual o criminoso começa a fazer amizade com a pessoa do seu interesse com a finalidade de ter contato sexual. O oposto pode também acontecer, quando indivíduos criam identidades falsas para atrair vítimas inocentes por excitação ou possíveis experiências sexuais. As redes sociais mais populares, geralmente, advertem seus usuários. Contudo, os criminosos têm escapado de várias formas, levando ao aumento dessa atividade ilícita.

Considerações

O ciberterrorismo é uma ameaça crescente à proteção e segurança das indústrias e do governo. Desde 2001, organizações e indivíduos têm aumentado esforços para sondar várias páginas de bancos, do governo e gerais, a fim de achar uma forma de atacar suas redes. Com o uso comercial e oficial da internet, especialmente nos canais privados, a ameaça de um ataque para destruir seções da internet ou parar temporariamente importantes comunicações se tornou uma importante preocupação para os órgãos federais. Ao longo dos anos, eles catalogaram numerosas tentativas de acesso à informação restrita ou impedimento de comércio entre as indústrias financeiras. Outro método de ciberterrorismo é o espalhamento de informações falsas que podem causar pânico generalizado. A internet tem sido cada vez mais usada como veículo de comunicação para grupos terroristas, para espalhar suas mensagens e ameaças de ataques. Por exemplo, a simples afirmação que um certo shopping center vai ser alvo de uma bomba em um determinado dia espalha o medo e custa dinheiro aos cofres públicos para investigar o que pode ser uma afirmação infundada.

História

Um dos primeiros crimes virtuais foi o worm Melissa, no dia 26 de março de 1999, que era um vírus codificado dentro de um arquivo para acessar sites de pornografia. O vírus se espalhou maciçamente pelos servidos de e-mail, sobrecarregando sua acessibilidade. No dia 3 de agosto de 2000, um jovem canadense, conhecido virtualmente por MafiaBoy, recebeu 66 acusações de acesso ilegal a computadores e corrupção de dados por atacar várias páginas como eBay, Amazon e Dell. Seus ataques causaram problemas de serviço e podem ter custado bilhões de dólares em prejuízos. O worm Mydoom foi o maior ataque registrado na história dos crimes virtuais. Ele foi enviado para os usuários como uma mensagem de falha de entrega de e-mail e continha um anexo que, quando aberto, encaminhava a mensagem a todos os emails na lista de contatos e também na redes de peer-to-peer. O Mydoom, então, usava a internet do computador para atacar uma página, geralmente o "www.sco.com", para causar uma falha de serviço.

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