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A evolução dos investimentos em educação pública no País na última década

O Brasil possui um déficit histórico na educação. Os investimentos no setor sempre foram escassos ou mal distribuídos, resultando em uma população com baixo nível de instrução. Nas últimas décadas, a maior parte do volume de recursos foi para o ensino superior, que por sua vez absorvia apenas os estudantes de poder aquisitivo mais elevado. Desde o início do século 21, no entanto, o país vem experimentando mudanças importantes na alocação de verbas. Houve um crescimento substancial e uma distribuição mais equitativa. Confira alguns desses dados.

Investimento em educação cresceu e está melhor distribuído (Digital Vision./Digital Vision/Getty Images)

Fatia do PIB

Um levantamento divulgado em 2013 pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) aponta que a fatia do PIB (Produto Interno Bruto) destinada para a Educação passou por amplo crescimento nos últimos anos. Em 2000, eram investidos no setor 3,5% das riquezas do País, passando em 2010 para 5,4%. Este último índice segue a média de investimentos dos países que integram a OCDE. Entre eles, estão nações altamente desenvolvidas, como Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha.

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Orçamento do MEC

Um dos itens que apontam o quanto cresceram os investimentos em educação está, por exemplo, no volume de recursos destinados pelo governo federal ao MEC (Ministério da Educação). Em 2002, a pasta recebeu R$ 33,1 bilhões. Esse número mais do que dobrou em dez anos, passando para R$ 86,2 bilhões em 2012. Com o aumento de recursos, foi possível criar vários programas como o Prouni (Programa Universidade para Todos), que financia bolsas em universidades para alunos de baixa renda. Cerca de 2 milhões de estudantes foram beneficiados no período.

Ensino superior

A criação de novos institutos de ensino e a ampliação dos já existentes foi uma das tônicas do período. O governo federal criou 14 novas universidades, com 126 novas extensões dos campis. Com essa ampliação, o número de vagas nessas instituições quase dobrou, passando de 3,5 milhões para 6,7 milhões em todo o País. A média de recursos investidos por aluno cresceu consideravelmente nas universidades e faculdades: o valor saltou de R$ 8.927, em 2000, para R$ 20.690, em 2010.

Educação básica

Um dos principais gargalos do sistema educacional brasileiro, o ensino básico começa a receber maiores investimentos. Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), o volume de recursos investidos por aluno apresentou um grande salto, passando de R$ 1.633, em 2000, para R$ 4.267, em 2010. Uma das razões para o crescimento foi a valorização do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que passou de R$ 500 mil, em 2000, para R$ 10,5 bilhões, em 2010, um aumento de mais de 20 vezes.

Evolução dos números

Essas mudanças resultaram em um equilíbrio na alocação de recursos. A proporção de verbas investidas no ensino superior, em relação ao básico, caiu de 11,1, em 2000, para 4,8, em 2010. Outros índices tiveram grande melhora: o analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais caiu de 13,6% para 9,6% no mesmo período. A proporção de pessoas com diploma universitário, por sua vez, teve um bom salto, passando de 4,4% da população, em 2000, para 7,9%, dez anos depois.

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Referências

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