Como a insulina é feita para os diabéticos

Escrito por bryan cohen | Traduzido por alexandre amorim
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Como a insulina é feita para os diabéticos
A diabetes provoca a subprodução de insulina no nosso corpo ((from Wikimedia Commons))

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O que é insulina

Insulina, um hormônio produzido nas células do pâncreas, ajuda a regular o nível de glicose na corrente sanguínea. Essas células, também conhecidas como ilhotas de Langerhans, despejam uma pequena quantidade de insulina frequentemente, mas liberam uma quantidade maior quando há um aumento da glicose no sangue. Quando a comida é consumida e transformada em energia útil, a glicose aumenta e as células do pâncreas são ativadas. A insulina ajuda a processar a glicose e a leva para as partes do corpo que precisam dela para funcionar apropriadamente. A falta de insulina faz o corpo ficar com falta de combustível, o que leva a infecções, entorpecimento, cicatrização lenta e fadiga. As gorduras passam a ser usadas ao invés da glicose, o que, ao longo do tempo, acumula o potencial para doenças e a geração de toxinas causadoras de coma conhecidas como cetonas. Uma pessoa possui diabetes quando perde a habilidade de fabricar a quantidade necessária de insulina. A diabetes tipo I caracteriza a falta de produção geral, enquanto o tipo II resulta em uma produção parcial do hormônio. Existem quatro tipos diferentes de insulina que produzem resultados a longo e curto prazo dependendo da necessidade dos pacientes.

A história da insulina

Antes que a insulina pudesse ser identificada e fabricada, tratamentos eficazes eram quase não-existentes para a diabetes tipo I. Em 1921, dois cientistas canadenses isolaram e purificaram o hormônio do pâncreas de um cão. Existe uma história fantástica sobre uma série de injeções que acordou mais de 50 crianças do coma enquanto suas famílias assistiam a tudo. Com o tempo, houve várias melhoras em relação à produção de insulina: um hormônio de maior duração em 1936, uma massa que agia mais rápido em 1950 e uma insulina mais natural em 1970. Entretanto, mesmo após 50 anos, a insulina ainda estava sendo extraída de animais e, então, purificada. Ao passo que os avanços na biotecnologia se seguiam, a síntese da insulina tornou-se possível. Em 1982, pesquisadores da Eli Lilly Corporation criaram uma insulina humana, o primeiro produto farmacêutico geneticamente modificado a ser aprovado. Isso permitiu que quantidades ilimitadas pudessem ser fabricadas e mudou a produção de insulina para sempre.

A fabricação da insulina

A insulina humana normalmente cresce nas bactérias E Coli. Usando uma sequencia de aminoácidos, pesquisadores são capazes de fabricar o DNA da proteína que fabrica a insulina. Esse DNA é fabricado em duas partes separadas e inserido em uma parte específica do E. Coli (o gene lacZ), porque é fácil de localizar e fazer uma incisão. As bactérias com o novo DNA se multiplicam em tanques especiais que os permitem crescer rapidamente, e cada uma dessas milhões de bactérias possuem o gene da insulina dentro de si. Cientistas retiram as células dos tanques e usam lisossomos, um detergente, e bromido de cianogênio para abrir e extrair a cadeias de insulina do DNA. As cadeias são mescladas e purificadas. A insulina é checada em busca de contaminação bacteriana e, se nada for encontrado, ela está pronta para o uso daqueles que necessitam dela.

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