Como mixar o baixo em suas gravações

Escrito por ehow contributor | Traduzido por lean pereira
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Como mixar o baixo em suas gravações
Uma boa mixagem do baixo pode dar nova vida à sua música (Bass Guitar image by JMS from Fotolia.com)

De obra a obra, a forma de administrar os sons de um baixo tem sido, de fato, um dos mais difíceis aspectos em cada uma delas. A maioria das pessoas tem problemas em dominar essa fera. Aqui serão oferecidas algumas dicas para tornar sua mixagem mais balanceada, ainda oferecendo uma batida de tirar o fôlego.

Nível de dificuldade:
Desafiante

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O que você precisa?

  • Estação de som virtual (FL Studio, por exemplo)
  • Equalizador
  • Compressor
  • Limitador

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Instruções

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    Avalie a forma como o baixo viaja dentro de seu ambiente de mixagem. Frequentemente, o que você ouve quando se prepara é que a mixagem está obscurecida pelo peso do baixo no estúdio. Devido à sua natureza, as frequências graves se movem muito mais lentamente do que as mais altas. Nesse caso, elas tendem a permanecer por mais tempo também. É importante tratar seu quarto de gravação de forma adequada, para absorver o excesso de graves.

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    Uma vez que o quarto tenha sido devidamente ajustado, agora podemos estabelecer um sistema de monitoramento para acompanhá-lo. Lembre-se que sem ter estabelecido estes dois pontos-chave, será difícil determinar se o que você ouve é fidedigno.

    Aos monitores, eu ainda uso o bom e velho Yamaha NS10s. Ainda, por muitos anos, cheguei a incorporar um subwoofer à cadeia. Isso me permite monitorar adequadamente as frequências que estão abaixo da capacidade do NS10s.

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    Em termos de mixagem, é o arranjo da música o mais determinante em como será minha abordagem ao baixo. Se a música apresenta um rock leve apenas com guitarras, baixo, bateria e vozes, terei de tratar o baixo de forma diferente do que faria, por exemplo, com grandes músicas pop cheias de loops, samples e imensos vocais de fundo.

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    A tonalidade e o tempo da música fazem uma enorme diferença em como o baixo será mixado. Se um tempo mais lento é usado, eu tendo a permitir que se sustenha por mais tempo e ressoe mais livremente. Em uma música mais rápida, usarei um compressor para controlar o tempo de release, e assim possa evitar que ele se mantenha por demasiado tempo.

    Saber o tom da música dará algumas direções quanto quais frequências alterar. Existem tabelas de tom para frequência que mostram como eles são sinônimos. Uma das coisas a serem lembradas é de se evitar alterar o tom da nota fundamental que está sendo tocada. É comum acrescentar ou tirar EQ acima ou abaixo da fundamental relativa à nota sendo tocada. Obviamente, não existem regras imutáveis, então use com discrição.

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    Dessa forma, minha abordagem normal à mixagem seria aplicar uma equalização à faixa do baixo como um insert. Normalmente, tiro todas as frequências que estão abaixo de 40 Hz. Depois, restrinjo uma boa parte das frequências mais baixas da faixa de 200 a 300 Hz. Não é incomum potencializar as frequências mais altas próximas a 1 kHz para extrair o som gutural do instrumento. Uma vez que minha equalização está no lugar, vou ao compressor para controlar a forma com que o baixo está trabalhando dinamicamente aos outros instrumentos. Frequentemente, eu gosto de aplicar um attack rápido ao compressor para permitir uma maior penetração do bumbo. Este tempo de attack suavizará o attack transiente do baixo, permitindo que o bumbo o forneça. De forma equivalente, isso fornecerá ainda mais informação dos graves ao baixo.

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    Uma vez que os outros elementos da mixagem foram tratadas e mescladas, eu posso descobrir que o balanço das frequências do baixo e a retenção das características das ondas graves tenham ficado um pouco desconcertantes.

    Poderei, então, criar uma duplicata da faixa original do baixo. Em uma plataforma analógica, o engenheiro poderia enviar a faixa a outro canal aberto, para que tivesse duas faixas idênticas com as quais trabalhar. Ele poderia, então, tratá-las de forma bastante diferente, também "invertendo a fase" da faixa duplicada para assegurar-se de que suas similaridades não apagassem o som do baixo. Com uma estação de som digital, podemos conseguir o mesmo efeito apenas duplicando a faixa original.

    A duplicata lhe permitirá reter todas as características originais do instrumento, enquanto tratando-as de forma diferente. Eu costumo extrair da duplicata todas as frequências mais agudas na faixa de 120 Hz, permitindo que apareçam apenas as sub-frequências. Depois, extraio também as frequências mais graves que 40 Hz. Aplico, então, um compressor, com a finalidade de criar um efeito "pesado" ao baixo. O arranjo da música ditará quais sub-frequências devem ser adicionadas. Isso pode ser conseguido controlando uma das faixas em seu equalizador, e adicionando um efeito sweep às frequências adequadas à música. Isso criará um efeito de "pulso subsônico" que será mais sentido do que ouvido. Daí em diante, adiciono um limitador, me deixando tranquilo em saber que não ultrapassará determinado limite. Nós basicamente queremos criar nada mais do que uma onda pulsante que se mescle ao baixo original. Agora, podemos dar vida à mixagem com mais confiança do que nunca.

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