Partes do cérebro envolvidas na reação de luta ou fuga

Escrito por melissa sherrard | Traduzido por elisa lacerda de freitas
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Partes do cérebro envolvidas na reação de luta ou fuga
Certas áreas do cérebro desempenham papéis distintos na reação de luta ou fuga provocada pelo medo (blue brain image by John Sfondilias from Fotolia.com)

Processar o medo é uma reação em cadeia no cérebro provocada por estímulos estressantes ou ameaçadores, resultando em sintomas físicos das reações de luta ou fuga. Eles incluem a aceleração dos batimentos cardíacos, aumento de adrenalina e respiração mais rápida. Algumas áreas específicas do cérebro desempenham papéis importantes na reação automática de luta ou fuga, que seguem dois caminhos simultâneos: um que se inicia no tálamo, progride para a amígdala e, em seguida, para o hipotálamo; o outro caminho, que leva mais tempo, segue o percurso do tálamo através do hipocampo, córtex sensorial e amígdala até o hipotálamo.

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Amígdala

A amígdala determina possíveis ameaças, baseando-se em memórias de situações assustadoras armazenadas no cérebro e conhecimentos prévios dos dados recebidos. Ela analisa qualquer significado emocional ligado à informação recebida. Os comportamentos defensivos e agressivos são inicialmente mediados pela amígdala, já que seu papel é receber informações sobre os estímulos e então alertar o hipotálamo através de impulsos neurais para iniciar a reação de luta ou fuga, o que pode salvar sua vida em uma situação perigosa.

Hipocampo

O hipocampo aloja e recupera memórias conscientes que ele usa para processar conjuntos de estímulos a fim de determinar se existe uma ameaça e se a reação de resposta de luta ou fuga deve ser iniciada. Assim que o hipocampo estabelece um contexto para processar os estímulos - o que inclui determinar se o mesmo estímulo já foi encontrado antes e o que ele significava naquela ocasião - ele "avisa" a amígdala se há perigo imediato.

Hipotálamo

O hipotálamo ativa a reação ao medo, essencial para a sobrevivência, hoje conhecida como reação de luta ou fuga. Para gerar essa reação, o hipotálamo desencadeia o sistema nervoso simpático (SNS), o que inicia as reações do corpo por meio das vias nervosas, e o sistema adrenocortical, que envia informação através da corrente sanguínea.

Durante a reação de luta ou fuga, o seu corpo fica tenso e alerta. À medida que a adrenalina flui na corrente sanguínea, você se torna capaz de ações mais rápidas. Essas reações físicas, provocadas pelo hipotálamo, também incluem o aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas e arrepios na pele. Eles são as ferramentas oferecidas pela natureza para ajudá-lo a sobreviver a situações de risco e decidir se você deve fugir ou lutar por sua vida.

Córtex sensorial

O córtex sensorial recebe e analisa informações sobre situações perigosas e estímulos visuais potencialmente ameaçadores a partir do tálamo. Essa área do cérebro reconhece que existem várias possibilidades associadas aos diversos conjuntos de estímulos. Ela passa os dados sensoriais para o hipocampo continuar a analisar e decidir se deve "avisar" a amígdala de que há algum perigo e então iniciar a reação de luta ou fuga.

Tálamo

No cérebro humano, a área do tálamo decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos da pele, da boca, dos olhos, do nariz e das orelhas. Depois de receber essas informações sensoriais, o tálamo determina se alguma delas indica uma situação de perigo. Se for o caso, ele alerta a amígdala e o córtex sensorial simultaneamente. Portanto, o tálamo é a primeira área cerebral envolvida na reação de luta ou fuga, pois ele alerta o cérebro sobre a possibilidade de perigo.

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