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Partes do cérebro envolvidas na reação de luta ou fuga

Atualizado em 17 abril, 2017

Processar o medo é uma reação em cadeia no cérebro provocada por estímulos estressantes ou ameaçadores, resultando em sintomas físicos das reações de luta ou fuga. Eles incluem a aceleração dos batimentos cardíacos, aumento de adrenalina e respiração mais rápida. Algumas áreas específicas do cérebro desempenham papéis importantes na reação automática de luta ou fuga, que seguem dois caminhos simultâneos: um que se inicia no tálamo, progride para a amígdala e, em seguida, para o hipotálamo; o outro caminho, que leva mais tempo, segue o percurso do tálamo através do hipocampo, córtex sensorial e amígdala até o hipotálamo.

Certas áreas do cérebro desempenham papéis distintos na reação de luta ou fuga provocada pelo medo (blue brain image by John Sfondilias from Fotolia.com)

Amígdala

A amígdala determina possíveis ameaças, baseando-se em memórias de situações assustadoras armazenadas no cérebro e conhecimentos prévios dos dados recebidos. Ela analisa qualquer significado emocional ligado à informação recebida. Os comportamentos defensivos e agressivos são inicialmente mediados pela amígdala, já que seu papel é receber informações sobre os estímulos e então alertar o hipotálamo através de impulsos neurais para iniciar a reação de luta ou fuga, o que pode salvar sua vida em uma situação perigosa.

Hipocampo

O hipocampo aloja e recupera memórias conscientes que ele usa para processar conjuntos de estímulos a fim de determinar se existe uma ameaça e se a reação de resposta de luta ou fuga deve ser iniciada. Assim que o hipocampo estabelece um contexto para processar os estímulos - o que inclui determinar se o mesmo estímulo já foi encontrado antes e o que ele significava naquela ocasião - ele "avisa" a amígdala se há perigo imediato.

Hipotálamo

O hipotálamo ativa a reação ao medo, essencial para a sobrevivência, hoje conhecida como reação de luta ou fuga. Para gerar essa reação, o hipotálamo desencadeia o sistema nervoso simpático (SNS), o que inicia as reações do corpo por meio das vias nervosas, e o sistema adrenocortical, que envia informação através da corrente sanguínea.

Durante a reação de luta ou fuga, o seu corpo fica tenso e alerta. À medida que a adrenalina flui na corrente sanguínea, você se torna capaz de ações mais rápidas. Essas reações físicas, provocadas pelo hipotálamo, também incluem o aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas e arrepios na pele. Eles são as ferramentas oferecidas pela natureza para ajudá-lo a sobreviver a situações de risco e decidir se você deve fugir ou lutar por sua vida.

Córtex sensorial

O córtex sensorial recebe e analisa informações sobre situações perigosas e estímulos visuais potencialmente ameaçadores a partir do tálamo. Essa área do cérebro reconhece que existem várias possibilidades associadas aos diversos conjuntos de estímulos. Ela passa os dados sensoriais para o hipocampo continuar a analisar e decidir se deve "avisar" a amígdala de que há algum perigo e então iniciar a reação de luta ou fuga.

Tálamo

No cérebro humano, a área do tálamo decide para onde enviar os dados sensoriais recebidos da pele, da boca, dos olhos, do nariz e das orelhas. Depois de receber essas informações sensoriais, o tálamo determina se alguma delas indica uma situação de perigo. Se for o caso, ele alerta a amígdala e o córtex sensorial simultaneamente. Portanto, o tálamo é a primeira área cerebral envolvida na reação de luta ou fuga, pois ele alerta o cérebro sobre a possibilidade de perigo.

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