A produtividade primária de um ecossistema

Escrito por jim jansen | Traduzido por deise ferreira
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A produtividade primária de um ecossistema
Um inseto comendo um produtor primário (tiny insect and food. image by mdb from Fotolia.com)

A energia que uma águia obtém quando come um roedor não pode ser totalmente atribuída a ele. A vida vegetal que o roedor consumiu durante toda a sua vida é a primeira fonte de energia disponível no ecossistema. Sem a energia dessas plantas, um herbívoro como ele não pode construir o músculo, gordura e outros tecidos que fazem dele uma refeição de valor para a águia. Tudo começa com as plantas e seu papel como o primeiro do ecossistema a produzir energia. Essa é a produtividade primária de um ecossistema.

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Fotossíntese

A fotossíntese é o processo pelo qual as plantas, algas e bactérias utilizam a energia a partir de fontes de luz para formar energia em forma de carboidratos. Esse processo de fotossíntese é a primeira etapa de uma longa linha de transferência de energia dentro de um ecossistema. Essa fase inicial de assimilação de energia é chamada de produção primária. Isso ocorre quando o carbono é transformado de um estado de baixo consumo de energia, na forma de dióxido de carbono, para um estado de alta energia, na forma de açúcar.

Produtividade primária

A produtividade primária é a taxa à qual a energia é adquirida através da fotossíntese. Por o processo fotossintético contém ineficiências, tem toda a totalidade da energia luminosa absorvida pela planta é mantida. Cerca de 33 por cento dela é perdida na forma de calor. Os carboidratos formados a partir da energia economizada pela planta são usados ​​para crescimento e reprodução.

A quantidade total de energia que uma planta retém através da fotossíntese é chamada a produção primária bruta. A energia mantida dentro da planta é chamada de produção primária líquida. A produção primária líquida está disponível para os consumidores da planta. O restante da energia é perdida através da respiração dela e não está disponível para o consumo. Ela pode ser calculada pela diferença entre a produção primária bruta e líquida.

Efeitos no ecossistema

A produtividade primária depende do tipo de ecossistema. O ambiente mais eficiente para a produção primária é aquele com alta luz solar, temperatura, níveis de chuva e disponibilidade de nutrientes. Esse ecossistema perfeito é melhor representado em pântanos e brejos, onde o rendimento anual é de cerca de 2,500 g de biomassa (matéria viva) por metro quadrado. Os ecossistemas do deserto são os menos produtivos, gerando menos de 3 g de biomassa por metro quadrado por ano.

Eficiência da cadeia alimentar

O consumo de produtores primários inicia o processo de transferência de energia através de um ecossistema. Como a energia é transferida de um nível da cadeia alimentar para o próximo, uma certa porcentagem é perdida. A quantidade de energia que é retida é chamada de eficiência ecológica ou eficiência da cadeia alimentar. Ela é igual à quantidade de energia que permanece no organismo após um organismo ter exercido alguma energia para se manter, crescer e reproduzir-se.

As plantas usam de 15 a 70 por cento de sua energia para a manutenção. Os organismos mais ativos como os herbívoros e carnívoros usam um por cento de maior parte da sua energia para a manutenção, deixando apenas 5 a 20 por cento da sua energia para o animal que os consomem. Em 1942, Raymond Lindeman foi o primeiro a descobrir esta relação entre os níveis da cadeia alimentar.

Ecossistemas aquáticos

Em ambientes aquáticos, a disponibilidade de nutrientes é o maior fator limitante da produção primária. Minerais dissolvidos são escassos em habitats aquáticos. Isso é especialmente verdadeiro para o mar aberto, onde os nutrientes estão disponíveis em concentrações baixas. A produção primária líquida em tais áreas é de pouco mais de 125 g de biomassa por metro quadrado por ano. Mais perto da costa, em leitos de algas e recifes de coral, os nutrientes e o fluxo de nutrientes é muito maior do que em mar aberto. Nestes habitats, a produção primária líquida é de cerca de 2.000 g de biomassa por metro quadrado por ano.

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