Quais são os efeitos da alteração do ponto de ignição sobre o marcador de combustível?

Escrito por richard rowe | Traduzido por larissa franzin tavares dos santos
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Quais são os efeitos da alteração do ponto de ignição sobre o marcador de combustível?
A correta regulagem do motor ajuda a economizar combustível (NA/Photos.com/Getty Images)

Os motores estão, mesmo em seus melhores dias, a nanossegundos da autodestruição. Como um balé onde a bailarina dança enquanto faz malabarismos com motosserras em chamas, bananas de dinamites e texugos, toda a orquestra pode ir por água a baixo se um único componente não fizer exatamente o que deve fazer e quando deve fazer. Isso é ainda mais sério quando tratamos da ignição, uma vez que é o avanço de temporização que determina quando a dinamite vai explodir e se os texugos vão ou não comer as motosserras, ou vice-versa.

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Fundamentos da temporização

O combustível queima a uma certa velocidade dentro do cilindro. As misturas de combustíveis mais ricos queimam mais rápido e as mais leves queimam mais lentamente. O ideal é que a queima do combustível seja sempre desencadeada logo depois que os pistões atinjam a posição extrema no superior do cilindro. Dessa forma, toda a força do combustível seria usada para empurrar os pistões, mas isso só seria possível se o motor funcionasse apenas a uma única rpm muito baixa. Mas a realidade é que, enquanto a velocidade do pistão muda com a rpm, a taxa de queima não. Portanto, é preciso ajustar um pequeno avanço -- desencadear a faísca antes que o pistão suba por completo -- para dar à queima do combustível uma vantagem em relação ao pistão. Quanto mais rápido o motor girar, mas avanço será necessário para garantir que a pressão na câmara de combustão atinja o máximo logo depois que o pistão chegar ao ponto morto superior (PMS).

Obtendo economia do combustível

O segredo para conseguir a melhor economia de combustível com a configuração do tempo, é usar o mínimo de tempo possível enquanto a pressão do cilindro atinge seu máximo em cerca de 15 graus depois do PMS. Embora se saiba que a adição de um pouco de tempo aumenta a economia de combustível, adicionar muito tempo desencadeará a carga muito cedo e fará que a câmara de pressão atue como um freio motor. Nesse caso, o avanço extra fará que seu motor tente funcionar de trás para frente. O pouco avanço fará a pressão no cilindro atingir o pico muito tarde, resultando em uma queima incompleta e na perda de potência. É preciso considerar uma importante interação entre o avanço e a razão entre ar/combustível, uma vez que as razões de combustíveis leves e ar de queima lenta necessitam de um avanço maior para garantir que todo o combustível seja queimado. Portanto, você precisa encontrar um equilíbrio entre a razão combustível/ar que seja leve o bastante para lhe proporcionar uma boa economia de combustível e rica o suficiente para não exigir o avanço excessivo da ignição que funcionará contra o pistão.

Tipos de temporização

Esta é a configuração com a qual a maioria de nós está familiarizada. A temporização inicial é o avanço na marcha lenta, determinado pela posição relativa do distribuidor ao bloco. Ela atua como o ponto de referência para o avanço centrífugo e a vácuo. Contudo, por si só é responsável apenas por fornecer a resposta do acelerador fora da marcha lenta e pela eficiência durante a marcha lenta. Quando a rotação começa a aumentar, o sistema de molas e contrapesos dentro do distribuidor, o avanço centrífugo ou mecânico, gira a haste do distribuidor para adicionar avanço, a fim de manter a rotação (rpm). O mecanismo de avanço a vácuo do distribuidor também é crucial para a economia de combustível, já que ele adiciona avanço quando o vácuo do motor está alto, na marcha lenta, permitindo o uso de misturas mais leves de combustível quando você não estiver pisando fundo no acelerador para obter uma máxima potência.

Conceitos

É lógico que se estiver fazendo os ajustes para obter economia de combustível, provavelmente não gastará seu tempo com o motor em aceleração máxima. Sendo assim, o avanço a vácuo desempenhará um papel crucial, pois ele está sempre funcionando. Pense no avanço mecânico como o que será usado para dar potência e o avanço a vácuo como o que ajudará na economia de combustível. Embora os fanáticos por velocidade sempre ajustem a temporização com o avanço a vácuo desconectado, você precisa considerá-lo como parte vital de sua estratégia de temporização. Para os motores de injeção de combustível, é preciso ajustar a temporização para acertar a razão ar/combustível desejada, e não ajustar o ciclo de injeção de combustível à temporização.

Procedimentos para distribuidores

Embora os fanáticos por aceleração normalmente ajustem a temporização inicial com o avanço a vácuo desconectado, você deve deixá-lo conectado se quiser obter o máximo de economia de combustível. Isso lhe possibilitará ajustar a temporização inicial para maximizar a pressão do cilindro em configurações parciais do acelerador, nas quais irá passar a maior parte de seu tempo. Porém, essa abordagem requer o ajuste delicado do mecanismo de avanço mecânico para equilibrar o avanço da temporização à razão ar/combustível desejada. Nesse sentido, a prioridade é um pouco inversa. Normalmente, você ajustaria a temporização inicial, depois o avanço mecânico e, então, o avanço a vácuo. Para obter o máximo de economia, terá que começar na razão mais leve de ar/combustível que seu motor puder suportar, ajustar a temporização inicial com o avanço a vácuo conectado e afinar a curva de avanço com o sistema mecânico. A abordagem é difícil, leva tempo, é cara -- quando considerado o preço de um monitor de razão entre ar e combustível e distribuidor --, e, certamente, lhe custará um pouco de potência, mas resultará na melhor economia na maioria dos motores.

Motores de injeção eletrônica

O ajuste de um motor de injeção eletrônica a fim de obter o máximo de economia de combustível é na verdade mais fácil do que o ajuste dos motores carburados, pois você já tem a maior parte das ferramentas necessárias, com exceção de um computador para fazer o ajuste. Neste caso, deverá se ater à razão desejada entre ar/combustível e mapear a injeção de combustível para manter essa razão abaixo de 3/4 da aceleração. A partir daí, é só uma questão de ajustar a curva de avanço (usando o mínimo de avanço possível) necessária para manter a combustão. Observe o sensor de detonação e acrescente o tempo necessário para evitar uma detonação. Caso não consiga evitar a detonação do motor, enriqueça a mistura do combustível até onde conseguir. Novamente, essa abordagem é, de certa forma, inversa, já que normalmente você ajustaria primeiro a ignição, calibraria o ciclo do injetor e, então, reajustaria a sincronia quando necessário. No entanto, tal abordagem, embora seja boa para aumentar a aceleração, não lhe permite aproveitar uma mistura de combustível mais leve nem aumentar a economia de combustível.

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