Quais eram os materiais comumente utilizados em joias na Grécia Antiga?

Escrito por ellen murphy | Traduzido por kelly isayama
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Quais eram os materiais comumente utilizados em joias na Grécia Antiga?
Esse é um exemplo de uma coroa funerária de ouro grega, originária do quarto século antes de Cristo (Milos Bicanski/Getty Images News/Getty Images)

As joias dos gregos antigos, tanto para homens como para mulheres, incluíam brincos, braceletes, pingentes, colares, broches, anéis, enfeites de cabelo, braçadeiras, anéis de coxa, coroas e diademas. Os gregos da Antiguidade consideravam as joias esteticamente agradáveis e um símbolo de status. Eles também davam esses acessórios como presentes em funerais e casamentos. As joias iniciais eram feitas de materiais naturais, e eventualmente, os gregos começaram a usar metais, especialmente o ouro. A conquista de Alexandre, o Grande, e a ampliação do Império Romano trouxeram acesso a rochas novas e exóticas.

Joias iniciais

Durante a Idade da Pedra, as pessoas criavam joias com conchas, madeira e rochas entalhadas, dentes de animais, ossos, sementes, flores, galhos e outros materiais naturais. Eles uniam contas com tendões de animais ou fios. Por volta de 2800 a.C., as pessoas na Grécia começaram a usar metais.

Metais

Joalheiros da Grécia Antiga usavam ouro, prata, cobre, ferro e ligas. Artesãos preferiam usar o ouro porque ele não enferruja e era mais fácil de moldar que os outros metais. Eles martelavam os materiais até obterem camadas finas, formavam arames ou os granulavam. Embora os gregos utilizassem algumas ligas, as joias de ouro tinham normalmente mais que 85% de pureza. As pessoas garimpavam ouro de rios e faziam a mineração em Siphnos, Monte Pangaion e em Thasos. O minério de Galena de Lavrion era a principal fonte de prata. As pessoas separavam a prata do minério pelo aquecimento, ou copelação. Mineradores encontravam cobre em Chipre e em vários outros locais.

Rochas

Depois das conquistas de Alexandre, o Grande (323 a. C.), os artesãos gregos tinham mais acesso às pedras semipreciosas. Eles usavam esmeraldas egípcias, zafiras de Ceylon e pérolas do golfo persa. Com a ampliação do Império Romano (27 a. C.), os joalheiros também tinham acesso ao topázio, granada, água-marinha, jaspe, sardônica, lápis-lazúli, ágata, malaquita, feldspato, ametista, cristal de rocha e diamantes. Joalheiros incorporaram essas gemas em joias, tanto na forma polida como na original. As rochas eram colocadas em metal ou transformadas em contas. Eles também substituíam a pasta de vidro por gemas de rochas para produzir acessórios mais baratos.

Ferramentas utilizadas para criar joias

Os joalheiros usavam martelos, tintas, placas, colas, moldes, furadeiras, fornos, furadores e outras ferramentas. Os ourives formavam folhas de ouro ao martelar lingotes do metal. Para fazer fios, eles cortavam uma tira da folha de ouro e torciam a mão. Joalheiros decoravam designs repetidos utilizando tintas. Eles também criavam minúsculas esferas de ouro ao raspar o metal em carvão quente, além de soldar partes individuais juntas ao derreter suas bordas ou uni-las com um metal de ponto de fusão menor, como o cobre. Uma fornalha ou lamparina a óleo fornecia calor suficiente para derreter esses metais. Na época, os joalheiros consideravam esses métodos como troca de segredos, então a maior parte do que se sabe sobre a criação de joias antigas vem da análise microscópica e reprodução experimental.

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