Como reconhecer a bradicardia sinusal em derivações 3 ou 4 do ECG

Escrito por michael paul maupin | Traduzido por angela spada
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Como reconhecer a bradicardia sinusal em derivações 3 ou 4 do ECG
A bradicardia sinusal é a denominação clínica de um ritmo cardíaco lento originado no nó sinoatrial (doctor desk image by dinostock from Fotolia.com)

A bradicardia sinusal é uma condição em que o sistema elétrico do coração inicia um impulso elétrico que, por sua vez, faz com que ele bata de forma anormalmente lenta. Embora esse ritmo cardíaco possa ser considerado normal em pacientes que tomam certos medicamentos, como os betabloqueadores, ou em atletas em boa condição física, pode também levar a fadiga, pele suada ou pegajosa pela temperatura, síncope ou tontura. Identificar a bradicardia sinusal em um ECG pode ajudá-lo a chegar a um diagnóstico cardíaco definitivo.

Nível de dificuldade:
Desafiante

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O que você precisa?

  • Monitor de ECG com três ou quatro derivações
  • Eletrodos
  • Impressão de ECG
  • Aparelho medidor, com compasso de calibre ou régua

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Instruções

    Avaliando um ECG e registrando a presença de bradicardia sinusal

  1. 1

    Conecte o paciente ao monitor de ECG usando eletrodos novos. Se o paciente estiver suando ou parecer úmido, seque sua pele antes de fixar os eletrodos, para assegurar a adequada adesão.

  2. 2

    Olhe no osciloscópio para confirmar se o paciente está adequadamente conectado ao monitor cardíaco.

  3. 3

    Registre, pelo menos, seis segundos (ou 600 milissegundos) na tira de ECG pressionando o botão de gravação no monitor do ECG.

  4. 4

    Avalie o ECG para presença de ondas P e R.

  5. 5

    Mensure a distância, em milissegundos, do intervalo entre a onda P e a onda R (IPR), usando um compasso de calibre ou uma régua. Isto é obtido medindo-se o comprimento entre o ponto em que a onda P inicia uma deflexão positiva, a partir da linha isoelétrica, e onde a onda R inicia uma deflexão positiva, a partir da linha isoelétrica.

  6. 6

    Compare a mensuração com os padrões aceitos classificando o comprimento do IPR como inferior a 0,20 milissegundo.

  7. 7

    Avalie a regularidade do intervalo de uma onda R a outra onda P, usando um compasso de calibre ou uma régua para mensurar a quantidade de milissegundos entre o pico de cada onda R. Os picos de uma onda R a outra podem ser variáveis, mas o número de milissegundos de pico a pico deve ser consistente .

  8. 8

    Mensure a largura do complexo QRS com compasso de calibre ou régua. Obtenha esse valor mensurando o comprimento do ponto onde a onda Q inicia uma deflexão positiva rasa, a partir da linha isoelétrica antes da onda R, e onde a onda S retorna para a deflexão negativa, a partir da linha isoelétrica, logo após a onda R.

  9. 9

    Compare a mensuração com os padrões aceitos classificando o comprimento do complexo QRS como inferior a 0,12 milissegundo.

  10. 10

    Examine a tira de ECG para a presença de uma onda T com deflexão positiva após cada complexo QRS por, pelo menos, 600 milissegundos.

  11. 11

    Conte a velocidade de contração do coração durante um registro de 600 milissegundos da tira do ECG. Se todos os critérios de mensuração anteriores forem atendidos e a frequência cardíaca do paciente for inferior a 60 batimentos por minuto (bpm), o ritmo poderá ser identificado como bradicardia sinusal.

Dicas & Advertências

  • Se uma onda P não estiver presente e a frequência cardíaca do paciente for inferior a 60, o ritmo pode ser classificado melhor com o ritmo juncional. Todos os ritmos sinusais originam-se do nó sinusal. Se uma onda P não estiver presente, o ritmo não poderá ser classificado como bradicardia sinusal.
  • Alguns pacientes com marca-passo ou desfibrilador podem ter uma velocidade de ritmo de 60 bpm. Se o pico de um marca-passo estiver presente, onde a onda P deve iniciar uma deflexão positiva a partir da linha isoelétrica, o paciente poderá ter ondas P intermitentes ou nenhuma onda P.

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