Síndrome da marcha vacilante não tratada

Escrito por morgan stanfield | Traduzido por angela spada
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Síndrome da marcha vacilante não tratada
Existem dois tipos principais de síndrome da marcha vacilante -- de inícios lento e agudo (Copyright (C) 2009 Morgan Stanfield and its licensors. All rights reserved.)

Síndrome da marcha vacilante, síndrome wobblers ou doença da marcha incoordenada, é um termo genérico que se refere a muitas desordens espinais-colunares encontradas comumente em cães de raças grandes e gigantes, bem como em certas raças de equinos. Os sintomas são fraqueza e marcha desajeitada ou "vacilante" que podem levar à paralisia. A maioria das doenças descritas como marcha vacilante é causada quando a coluna espinal cervical (pescoço) é comprimida e não pode enviar sinais claros para as pernas. Em cães, também é chamada de espondilolistese cervical, espondilomielopatia cervical, instabilidade vertebral cervical e malformação vertebral cervical. Em equinos, é chamada de Síndrome da Marcha Vacilante. Dependendo da causa, os animais não tratados podem crescer com a afecção ou então melhorar, mas é mais provável que seus sintomas estabilizem ou se agravem. Segundo o Doutor em Medicina Veterinária, Bruce R. Wittels, do United Kingdom German Shepherd Dog Helpline, os casos que estão piorando, mas não são tratados, ou recebem tratamento muito conservador, podem causar dor ao animal, sérios problemas de movimento ou paralisia. Se o seu animal de estimação tiver sintomas de marcha vacilante, leve-o ao veterinário. Ele pode ter uma afecção séria que precisa de tratamento imediato. Se o animal tiver mais de um ano, leve-o imediatamente ao veterinário -- sem tratamento, ele poderá ficar permanentemente paralisado.

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Síndrome da marcha vacilante em cães

Existem dois tipos principais de síndrome da marcha vacilante -- de inícios lento e agudo ou súbito. Os sintomas de início lento normalmente aparecem quando o cão têm entre três meses e 1 ano de idade, segundo Wittels. O cão pode se tornar muito desajeitado em superfícies lisas, cair ao se virar e arrastar as patas traseiras ao andar. Pode ter uma marcha cambaleante, com as pernas traseiras em ampla oscilação. Geralmente, os sintomas pioram, mas lentamente. A marcha vacilante aguda ocorre geralmente em animais de cinco a sete anos de idade, diz Wittels. Se o seu cão adulto mostrar sintomas de marcha incoordenada e tiver dor no pescoço, isto provavelmente significa que ele fraturou uma vértebra ou há um disco cervical protruso. Pode ser necessário o tratamento imediato para prevenir o dano espinal permanente. Os sintomas de marcha vacilante de início lento ocorrem geralmente devido a vértebras malformadas, mal ocluídas (ou seja, desalinhadas) ou um grande estreitamento do canal vertebral, segundo o Textbook of Small Animal Surgery (Livro-texto de Cirurgia de Pequenos Animais) (Douglas Slatter, 2002). Os sintomas também podem ser causados por cartilagem cervical defeituosa ou porque a abertura na base craniana do cão, onde entra a coluna, é muito pequena. Às vezes, as vértebras cresceram muito depressa, ou o cão tem uma cabeça muito grande, pesada e os ligamentos cervicais são fracos. Todos esses problemas põem pressão sobre a medula espinal no ponto onde ela atravessa as vértebras cervicais, comprimindo os nervos de tal forma que esses não funcionam de maneira adequada e não podem enviar bons sinais às pernas do cão.

A doença da marcha vacilante não tratada

Na doença aguda da marcha vacilante, há probabilidade de que os cães não tratados entrem em rápida degeneração. Na maioria dos casos, terão dor que se agrava no local da lesão cervical, desenvolvendo sensibilidade ou dor nos membros traseiros. Os "sintomas de oscilação" rapidamente se agravarão, e o cão poderá sofrer paralisia parcial ou completa em suas patas traseiras em um breve período de tempo, que pode ser de apenas algumas horas ou até alguns dias. É raro que os cães não tratados melhorem com o tempo. Na doença da marcha incoordenada de início lento, devido a um rápido crescimento com uma dieta de alto teor proteico e/ou mineral, os cães não tratados podem melhorar ao longo de vários meses, à medida que suas vértebras cervicais aumentam de tamanho. Contudo, os animais com predisposição genética para a condição provavelmente terão inflamação contínua ou agravada na medula espinal, levando à estabilização ou piora dos sintomas. Se os sintomas se agravarem, os cães sofrerão maior perda de controle, podendo ocorrer episódios de paralisia das pernas traseiras. Nos casos piores, essa paralisia se torna permanente. Podem também desenvolver sensibilidade ou dor nos membros traseiros. Se for este o caso, o cão pode se tornar mais imprevisível ou agressivo devido à sensibilidade a um toque, que em outra situação seria confortável, ou pela dor crônica.

Raças caninas

É mais provável que essas raças desenvolvam a doença da marcha incoordenada: Basset Hound Boxer Bull mastiff Dálmata Dobermann Pastor Alemão Dogue Alemão Old English Sheepdog ou Pastor Inglês Rhodesian Ridgeback Samoieda São Bernardo Weimaraner

Doença da marcha incoordenada não tratada em equinos

Em equinos, o nome descreve muitas condições que causam desordens da marcha. Os sintomas comuns são quartos traseiros fracos, dobrar-se nas facetas articulares e, nos casos graves, queda. Os sintomas podem se dever a condições genéticas, como anemia equina da síndrome wobbler, ou desordens ósseas e do crescimento semelhantes àquelas que causam a marcha vacilante em cães. Se ficarem sem tratamento, os sintomas decorrentes de desordens do crescimento podem melhorar, conforme o cavalo se desenvolve até a vida adulta, mas é mais provável que se estabilizem ou piorem, se o animal não receber pelo menos tratamentos conservadores, segundo Slatter. Os sintomas decorrentes de desordens ósseas ou fraqueza congênita provavelmente se agravarão com o tempo se ficarem sem tratamento. Em ambos os casos, o equino não tratado se tornará mais desajeitado, com crescente fraqueza nos quartos traseiros. O dobrar-se nas facetas articulares aumenta, em alguns casos. O animal cairá com mais frequência, tornando-se inseguro cavalgá-lo. Poderá desenvolver dor nas patas traseiras. Além disso, tornar-se-á imprevisível ou agressivo devido à dor crônica. Para os casos de anemia equina da síndrome wobblers, atualmente não existem tratamentos conhecidos. O cavalo perderá o controle de seus membros, geralmente ao longo de vários meses, até sofrer a completa paralisia.

Raças equinas

É mais provável que essas raças desenvolvam a doença da marcha incoordenada: American Paint Horse American Quarter Horse Standardbred ou Trotador Thoroughbred ou Puro-sangue Inglês

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